sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Forte da Graça ou do Conde de Lippe - Elvas

 
O Forte da Graça está localizado na Serra da Nossa Senhora da Graça, a 1 Km de Elvas e eleva-se a 404 metros de altitude do nível médio da água do mar, mais precisamente a N38°53.677' W007°09.865'
Há muito tempo que esta ruinosa aventura estava programada, o Forte da Graça pela sua história, dimensão, importância  e fotogenia, era uma reportagem obrigatória várias vezes adiada, e é a maior reportagem que este nosso projecto testemunhou...
 
                  ...é também um dos maiores crimes de lesa pátria!
Eu sei que é difícil explicar a governos tecnocratas como se pode rentabilizar uma estrutura daquele calibre sem uma marina por perto ou o habitual campo de golfe, pondo de parte a hipótese de mais uma unidade hoteleira de luxo.... mas há outras formas ainda mais lucrativas de o fazer...
Através da cultura e de actividades sociais, podemos em termos humanos ganhar muito mais do que com muitos estádios de futebol e um sem fim de inócuas auto-estradas...
Mas mais difícil será explicar aos turistas que o visitam, como é que se pode descurar tal jóia de arquitectura por questões burocráticas entre o próprio estado, já que a 21 Abril de  2001, foi assinado um protocolo de acordo entre os Ministérios da Defesa Nacional, do Equipamento, da Economia, do Planeamento e da Cultura e a Câmara Municipal de Elvas, com a finalidade de promover e financiar os estudos necessários para o aproveitamento do imóvel, cedendo a esta última entidade a sua tutela... o que ainda não foi cumprido...
O género humano tem destas coisas, ganância, ignorância, jogos de poder, que todos os dias condenam edifícios inocentes a uma morte lenta... com eles sucumbe a nossa história, património e identidade... PORQUÊ??
Desde o dia 30 de Junho do corrente ano, que Elvas e o seu magnífico património militar, foram elevados a PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE pela UNESCO...
Uma honra merecida e ao mesmo tempo incompreendida pelos mais altos organismos do estado... foi oportunamente dirigido a S. Excelência, o Presidente da República Portuguesa, três consecutivas missivas que o convidavam a presidir as comemorações desse importantíssimo momento, que ainda hoje não tiveram resposta... o que é caso para dizer... VIVA O REI!!!
Quando o Forte da Graça foi inaugurado em 1792, a nossa rainha D. Maria I, pelo menos estava presente...e ainda não havia AUDIs e auto-estradas vazias para encurtar a viagem...
Os monumentos militares têm a particularidade de nos transmitir emoções que estão impregnadas nas sua própria índole.
Em alguns dos quartéis operacionais que visitei nos tempos de tropa, não havia tanta presença militar... uma presença ausente, que se sente constantemente e continua presente, o que é realmente surpreendente e impossível ficar indiferente.
A sua maioria foi palco de feitos históricos que garantiram a nossa independência, foram também cenário de episódios de camaradagem, sofrimento e bravura que reforçaram o conceito de PÁTRIA e NAÇÃO... tudo isto e muito mais, está patente neste espaço que definha na sua glória, acelerando a decadência de Portugal como País civilizado.
O ambiente impregnado nestas históricas paredes, evocam a todos os instantes um sentido patriótico que em mais lado nenhum vivi.
O Forte da Graça é hoje um Túmulo ao Soldado Desconhecido, onde jaz a honra de um País que despreza a sua história...
Só convivendo de perto com este desgraçado edifício, é possível realizar o esforço sobre-humano que foi necessário para o edificar, transpondo em cada pedra um verdadeiro acto de patriotismo.
Toda a sua esmerada e pesada estrutura é na sua essência fruto de um apelo à nossa soberania, que com inteligência, paciência e muita dedicação, aqui elevaram o que é hoje considerada uma das fortalezas mais poderosas do mundo.
A história deste local remonta ao ano de 1226, data da definitiva conquista de Elvas aos mouros, por D. Sancho II. No seu séquito vinha Estevão Mendes, um frade dominicano, incumbido além de conduzir espiritualmente as tropas, de cristianizar as populações das terras conquistadas.
Foi aqui que elegeu pelas agrestes condições de terreno e luxuriante vegetação, o local ideal para erigir a sua residência que com os seu próprio esforço edificou.
Foi certamente essa construção, que mais tarde terá sido o Convento de S. Domingos da Serra, cujas ruínas, uma bisavó de Vasco da Gama, Catarina Mendes, viúva de Estêvão Vaz da Gama, mandou reedificar em 1482,  erigindo uma ermida que consagrou a N. Sra. da Graça, baptizando assim esta elevação, até então conhecida por Monte de S. Domingos.
Quando em 1640 foi restaurada a independência, a praça de Elvas pela sua localização fronteiriça tornou-se num ponto fundamental para a nossa defesa, tendo então sido reforçada a sua estrutura militar.
Por não ter sido tomada em conta a sua localização geográfica o Monte da Graça foi descurado, facto que nos custou muito caro no decorrer dessa sangrenta guerra.
Em 1659, quando Luis Méndez de Haro y Guzmán, primeiro ministro de Filipe III, invadiu Portugal com um exército de 14.000 infantes, 5.000 cavaleiros e 19 peças de artilharia, sitiando a praça de Elvas.
Apercebendo-se da importância estratégica deste local, ocupa a colina da Graça onde constrói um reduto que bombardeia intensivamente a cidade, provocando baixas ao ritmo de trezentas mortes diárias, reduzindo o efectivo de 11.000 para 1000 soldados capazes de levantar armas.
A 14 de Janeiro desse ano, inicia-se a conquista e libertação desse fortim. Foi o General de cavalaria e alcaide-mór de Sintra, André de Albuquerque de Ribafria, que juntamente com D. António Luis de Menezes, 1º marquês de Marialva e 3º Conde de Cantanhede, foram em socorro do então governador desta praça, D. Sancho Manoel de Vilhena, 1º conde de Vila Flor.
Após um conturbado e exaustivo recrutamento, em Bragança, Viseu e ilha da Madeira, juntaram-se às guarnições de Borba, Juromenha, Campo Maior, Vila Viçosa, Monforte e Arronches, reunindo em Estremoz um exército composto por oito mil infantes, dois mil e novecentos cavaleiros e sete bocas de fogo.
O ataque teve início cerca das oito e quinze da manhã, tendo o exército espanhol respondido com uma cerrada defesa mantendo indefinida a vitória ainda por um tempo.
 
Mas assim que as tropas lusitanas comandadas por D. António Luís de Menezes romperam a linha defensiva de trincheiras dos "nuestros hermanos", estes cederam e debandaram,   infligindo-lhes uma pesada derrota.
 
O exército espanhol foi completamente desbaratado, tendo apenas conseguido chegar a Badajoz perto de 5.000 infantes e trezentos cavaleiros. Feito que valeu a D. António Luís, o titulo de Marquês de Marialva.
Só após a Batalha das Linhas de Elvas é que reconheceram a importância deste local, considerando ser um ponto fulcral e estratégico de defesa desta praça forte.
Pela necessidade absoluta de modernizar o nosso exército, que desde o reinado de D. João V se resumia a algumas milícias mal armadas, com oficiais incapazes de comandar uma horda indisciplinada,  foi contratado em 1762 pelo Marquês de Pombal e por indicação do rei de Inglaterra, Jorge III, um autêntico mestre da arte da guerra para reorganizar a defesa nacional, Friedrich Wilhelm Ernst, conde  Schaumburg-Lippe-Bückeburg.
Por estar ciente da realidade militar portuguesa de então, parte da sua estratégia passava pela fortificação da fronteira, evitando dessa maneira uma invasão do território.
 
Após uma viagem de inspecção e reconhecimento pelas regiões fronteiriças em 1764, ordenou a reabilitação de algumas fortalezas e a edificação de novos baluartes, tendo ampliado o fortim aqui existente. O Forte da Graça foi traçado pelo próprio Conde Lippe com as mais modernas soluções de engenharia bélica de então.
 
A primeira pedra foi colocada em 1763 e a sua construção foi assente em rocha escavada, do que resultou uma monumental cisterna com capacidade para sustentar, segundo dizem,  seis mil homens durante seis meses.
As espessas e poderosas muralhas, obedecem ao um novo sistema defensivo de então, aperfeiçoado por Sébastien Le Prestre, marquês de Vauban, que deu o nome a este estilo de arquitectura militar. 
Com esta nova solução de engenharia, os baluartes formam vértices com ângulos agudos (revelins), facilitando tanto o ricochete dos impactos sofridos,  como as surtidas de infantaria, dificultando ainda os assédios, pois o perímetro a acometer torna-se muito maior.
Além dessa função, os revelins também protegiam as cortinas, troços de muralha de terra compacta, normalmente retirada do fosso e protegida com alvenaria, que servia para atenuar os impactos do fogo de artilharia.
A edificação desta jóia de arquitectura e pedaço ainda vivo de história, levou trinta anos a ser terminada. Durante esse tempo, o esforço de árduo trabalho exigiu a mão de obra permanente de seis mil homens e quatro mil animais de tiro, chegando a um total de 32.000 homens.
 
O que se excluirmos as bestas de carga, é uma força de trabalho cuja proporção pode ser comparada a cerca de trezentas vezes maior à empregue na construção da Torre Eiffel, ou cinquenta vezes à do Empire State Building!
Sendo que o exército reformado  pelo conde de Lippe era composto por vinte mil soldados, conclui-se que um total representativo de mais de trinta por cento dessa força, foi empregue nesta empreitada e o seu custo final foi de 769.199.039$ Reis.
Este valor representa para a actualidade e segundo os cálculos de conversão Reis, Escudos, Euros, e os valores do ouro no Séc. XVIII, a módica quantia de 80.967.425 €, o que equivale em termos de obras públicas a cerca de 20 Kms de auto-estrada, dos dias de hoje.  
 
Durante o primeiro ano a construção foi dirigida por Étienne, um oficial engenheiro francês, que foi mais tarde destacado para Wilhelmtein na Alemanha, para dirigir a construção de uma fortaleza.
Em 1764 os trabalhos foram continuados pelo coronel, Guillaume Louis Antoine de Valleré, que levou a cabo esta hercúlea demanda atingindo o posto de tenente-general engenheiro.
Foi ainda homenageado com sua representação num fresco, que partilha com o conde de Lippe no palácio do governador.
O forte foi iniciado no reinado de D. José e primeiramente baptizado com o nome do seu mentor, o conde de Lippe,  em 1777 e após a morte de ambos, D. Maria I re-baptizou-o como "Forte de Nossa Senhora da Graça", em invocação à ermida que outrora aqui existiu.
A sua guarnição era composta por 1500 homens, sendo 1200 de infantaria, 200 artilheiros e 100 mineiros, e guarnecida com 143 bocas de fogo, o que o tornava numa poderosa e inexpugnável fortaleza que manteve intacta a sua glória militar... que apenas foi vencida pelo desleixo e burocracia...
As muralhas medem 150 metros de extensão em cada alçado, e a sua planta é plenamente simétrica formada por três corpos distintos.
 
A  estrutura é composta por duas linhas defensivas de muralha abaluartada, separadas por um colossal fosso seco, e um reduto, são denominadas , as Obras Exteriores, o Corpo intermédio ou Magistral e o Corpo Central.
 
Ao transpor a primeira linha de muralha pela  imponente Porta do Dragão, que nos relembra a vertente de artilharia e cavalaria que este fantástico animal representa, tal como os dois canhões espanhóis que flagelaram Elvas em 1659.
Passando esta entrada somos ladeados pela casa da guarda e outras dependências devolutas, que foram possivelmente antigas casernas, salas de oficiais e sargentos de dia, convívio e outros afins...
O primeiro fosso é atravessado por uma ponte em arcos que nos conduz à majestosa porta de armas, que orgulhosamente ostenta o brasão de Portugal e uma placa evocativa da visita de D. José no ano de 1756, na companhia do marquês de Pombal e do conde de Lippe. O seu magistral traçado neoclássico faz-nos adivinhar o calibre deste monumento, que com toda a sua imponência nos dá as boas vindas convidando-nos a entrar.
Somos depois conduzidos por uma imponente escadaria de tectos abobadados, ladeada por salas em cúpula de generosas proporções, chegamos então ao núcleo deste monumento.
O reduto era o centro nevrálgico do forte, onde se situava o posto de comando e a capela. A estrutura é cruzada por  três amplos corredores,  permitindo uma circulação e comunicação rápida e eficiente entre todos os pontos da fortaleza.
 
A quarta entrada conduz-nos aos andares superiores e à capela, ou melhor, ao que resta dela...
toda a capela foi espoliada do seu recheio, e por não haver frescos religiosos ou qualquer outra alusão à sua santa padroeira,  o ambiente que aqui se vive é apenas um vestígio da sua Graça na nossa imaginação.
 
A austeridade e majestade dos corredores homenageiam em cada canto e recanto os valores de patriotismo, humanidade, disciplina e coragem, transmitindo a presença constante de uma espiritualidade heróica e salvadora da nossa simples condição humana.
 
Todas as armas, serviços do exército e ramos das forças armadas aqui estão representados, com a dignidade que sempre mostraram em combate e com a honra que serviram o País...
 
Na intercepção dos corredores somos brindados pelo vislumbre de uma cúpula decorada com frescos evocativos das quatro ordens militares, tenuemente  iluminada por quatro clara-bóias e denunciando a ausência do certamente faustoso candeeiro que ali viveu durante mais de duas centúrias.
No piso imediatamente superior toda a planta é simétrica e de salas contíguas, o que seriam os refeitórios e outras áreas de serviço, onde a degradação se faz sentir com maior severidade.
A escada leva-nos ao ponto mais alto desta fortaleza e desta ruinosa aventura, a casa do governador. É o local mais nobre de todo este complexo, composto por três pisos e dois magníficos terraços.
A sala de entrada tem uma original planta elíptica e as paredes ainda conservam os frescos degradados dos dois mentores deste forte, que foram certamente e a titulo de vingança espanhola, alvo de restauros da Sra. Cecília Giménez.  
Este sumptuoso local era isolado de toda a azáfama militar dos andares inferiores. A nobreza inerente ao cargo do comandante outorgava-lhe uns requintados aposentos  que contrastavam com a austeridade das casernas e celas que deram fama a este local quando foi transformado em prisão.
A "cereja no topo do bolo" de todo este complexo, é o magnífico "mini-salão", de planta circular e tecto em cúpula, requintadamente decorado com estuques no seu melhor estilo neoclássico, e com um pavimento que só se mantém pela qualidade da madeira utilizada.
 
Embora haja nestes aposentos uma escala palaciana, esta não se faz sentir pelas parcas áreas que cada dependência ocupa, mas no requinte, acabamentos, deslumbrante vista e privilégio de comandar esta importante e poderosa unidade. 
Seria o mais alto momento de muitas carreiras militares que com responsabilidade e coragem, souberam defender a honra da bandeira que orgulhosamente ostentavam... hoje, sobra um mastro nu que eloquentemente denuncia o estado a que chegou o nosso Estado...
O seu corpo intermédio, a muralha que cerca o reduto seria a área mais espartana de todo este complexo, em cada um dos quatro baluartes, estão estrategicamente construídas pequenas e simétricas vivendas que garantiam a manutenção daquela linha de fogo, eram eles, (Santo Amaro, Malefa, Badajoz e Cidade, a partir do baluarte SO. e no sentido dos ponteiros do relógio).
Era nas galerias desta linha defensiva que corria a maior parte da vida do forte, aqui estavam as casernas, a zona reservadas aos praças e a cadeia. Longe do fausto do seu vizinho reduto e castigado por uma vida subterrânea, onde a fenestração pela sua índole de forte, era evidentemente escassa.
 
A sua história sempre foi gloriosa, e a sua manutenção justificada. Todas as gerações de portugueses que nasceram depois da sua construção até à sua definitiva desactivação dele tiraram partido. 
Que o digam quem ali gozou merecidas férias ou até o casamento... com a tropa. Uma vez que a EPAL não fornecia o forte, era necessário um suprimento constante do precioso líquido, cujos voluntários para a transportar, cantavam alegremente enquanto subiam a encosta sob o calor alentejano com os barris às costas, depois de abastecidos na fonte do marechal...
“Maldito Forte da Graça / escola de deserdados / cemitério de homens vivos / debaixo do chão enterrados“
 
O resto da sua história,  fala por si...

1801 - assédio por Manuel Godoy (Guerra das Laranjas, com a Espanha); 1807 - entrada do exército francês (Guerras Peninsulares, 1807-1811); 1808 - assédio pelo exército anglo-luso (Guerras Peninsulares, 1807-1811); séc. 19 - desartilhado tendo muitas peças dado entrada no Arsenal do Exército; 1856 - criada no Forte da Graça uma companhia de correcção; 1894 - dissolução companhia de correcção; criação de um depósito disciplinar; 1989 - desactivado o depósito disciplinar; 1910 - servia para reter os presos políticos; 2001, 21 Abril - assinatura protocolo de acordo entre os Ministérios da Defesa Nacional, do Equipamento, da Economia, do Planeamento e da Cultura e a Câmara Municipal de Elvas, com o objectivo de promover e financiar os estudos necessários à definição do futuro aproveitamento do imóvel; 2006 - desactivação do Regimento de Infantaria n.º 8 cujo quartel funcionava no imóvel e ocupação pelo Regimento de Cavalaria n.º 3.

http://ficouescrito.blogs.sapo.pt/275.html

 http://www.revistadehistoria.com.br/secao/capa/as-toneladas

http://pt.wikipedia.org/wiki/Baluarte

http://elvasnet.blogspot.pt/2006/01/forte-da-graao-forte-de-nossa-senhora.html

http://www.geneall.net

http://www.revista-artilharia.net/index.php?option=com_content&task=view&id=368&Itemid=34

http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_das_Linhas_de_Elvas

http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=3771 

entre muitas outras fontes...

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Mais duas Exposições Ruin'Arte... no Norte.

Meus caros amigos, confrades, concidadãos e incondicionais seguidores... hrmm... hrmm...
Vou ter a honra de expor em simultâneo no Porto e em Gaia... as duas terras que deram nome a Portugal...
Incluídas no programa do ARQ OUT 2012 | Mês da Arquitectura, promovido pela Ordem dos Arquitectos Secção Regional Norte, surgiram duas boas oportunidades de vos mostrar este trabalho.
 Irá ser inaugurada no dia 1 de Outubro, na sala de exposições do El- Corte Inglês de Gaia  pelas 18.30h, uma nova colecção de inéditos deste nosso projecto.
 No dia 6 de Outubro, será inaugurada na Casa Museu Guerra Junqueiro, a segunda e maior parte deste espólio. Quer pelo espaço em que vai viver, como pela tertúlia que se vai realizar, será mais uma ruinosa ocasião a não perder.
Com o generoso apoio que a  Hahnemühle FineArt nos deu, esta obra, encontra-se agora impressa na excelência do melhor papel do mundo, atingindo desta forma o expoente máximo de qualidade, durabilidade... e quantidade...
Também a LFMPRO, a EPSON, o amigo Victor Guedes, da Felisberto Oliveira e a Terra Explêndida, contribuíram com generosidade e prontidão para esta ruinosa epopeia...
Tanto como a todos os que seguem e divulgam este projecto que é de todos nós... um grande OBRIGADO.
Não deixem de aparecer e divulgar...

Com LUZ

Gastão de Brito e Silva

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

XVII Exposição Ruin'Arte - Ordem dos Arquitectos - Lisboa


No âmbito do programa de reabilitação urbana da Ordem dos Arquitectos, este nosso projecto terá mais uma vez a oportunidade de ser exposto nesse magnífico espaço. Uma vez mais, esta colecção foi impressa em papel de algodão Photo Rag® 308 do moinho alemão Hahnemühle FineArt, atingindo assim o seu ponto mais alto de qualidade, contraste e permanência de imagem.

 
Tenho por isso, a honra de vos convidar para mais um ruinoso agradável evento, que será animado por uma palestra sobre o estado do património edificado. Conto com a vossa presença e amizade...

Até lá...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A Ermida de S. Pedro - Borba


Esta ermida foi uma autêntica cereja no topo do bolo...
 
Foi uma odisseia há muito programada com a companhia de um bom amigo, o Jorge Gil de Almeida, que uma vez mais me proporcionou uma verdadeira orgia de ruínas.
Partimos numa ruinosa peregrinação ao Forte da Graça em Elvas, uma das mais desejadas e esperadas reportagens que resultou em perto de duzentas imagens que em breve falarei...
Seguimos para a igreja de Santo Amaro, nas imediações, onde recolhemos outras recordações, passámos ainda pelo fantástico Castelo de Barbacena e pela Colónia Penal de Vila Fernando, onde onde nos divertimos como dois pointers em dia de caça, colhendo mais umas centenas de imagens...
E no fim fomos brindados pelo destino quando acidentalmente nos cruzámos com esta desgraçada ermida, bem escondida e à vista de quem passa...
Uma desgraça de ruína bem no cimo de uma colina, perdida na sua história e guardando na memória do seu tempo de glória da era manuelina...
Tem um nicho desmoronado que já esteve adornado com a figura de S. Pedro, que se perde em pequenas pedras erodidas pelo tempo.
Já na nave central que padece do mesmo mal e ameaça derrocar, houve um animal que ninguém levou a mal e decidiu esgravatar.
O chão revolvido,  onde jazem ainda pedras encarnadas e ossadas desenterradas, revela-nos um segredo escondido que há muito foi esquecido.
No tecto do presbitério deste velho cemitério, há uma abóbada nervurada  parcialmente derrocada.
O nártex e sua traça ainda cheia de graça com colunas de arco perfeito, está também condenado por ser ameaçado pela falta de respeito.
É difícil perceber como chegou a este estado. Há muito para fazer neste País abandonado, pois quem assim trata o património devia ir para o manicómio!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Resposta a um Cobarde

Caros amigos, antes demais peço-vos a todos desculpa por esta "lavagem de roupa suja". Nunca pensei ter de fazer uma intervenção destas, no entanto e em defesa da minha honra, aqui exponho um triste episódio e desafio o patético prevaricador a identificar-se, se tiver tomates!!!
Nestes últimos dias, este blogue e a minha pessoa foram cobardemente vilipendiados neste nosso espaço. Fui alvo de comentários ofensivos que em nada dignificam quem os fez, e que nunca teve a coragem de os assinar.
Foram duas investidas em que mais de sessenta posts foram agredidos por um autêntico lunático, como atestaria qualquer psiquiatra, tendo em conta a agressividade, a insistência e o vocabulário utilizados...
Sou várias vezes acusado de ser inculto, pretensioso, analfabeto e caloteiro, entre outros mimos... fui também acusado de ter um diploma falso, de apagar comentários menos favoráveis, de nunca ter ganho nenhum prémio e de ser um "tirador de fotografias"... no fim ainda me chama de "analfabeto de chapéu"...
Mais à frente irei transcrever algumas destas pérolas, às quais faço questão de responder... às outras respondo com o meu desprezo...
Para que possam avaliar o calibre das calúnias, tal como o carácter deste ignóbil imbecil, esforcei-me para lhe traçar um perfil...

Pérfido e vil, obviamente... será burro será gente, decente não é certamente, alcoólico assim assim...
Em primeiro lugar, o tempo e energia que tem dedicado a odiar-me, evidencia um grave distúrbio mental!! É evidente que há uma enorme obsessão patológica que deveria ser imediatamente vista por um especialista, que eu na qualidade de fotógrafo infelizmente não consigo tratar.
Aproveito para deixar bem claro, que a minha formação é de fotografia... sou "ruinólogo" amador, e nunca em algum momento me fiz passar por doutor... quanto mais psiquiatra...
A motivação do autor é armar-se em intelectual quando é um perfeito analfabeto! Também deve ter tirado um "curso" de História de Arte ao estilo Sócrates/Relvas. Fora com os oportunistas! em Uma dissertação ruinosa...  Anónimo em 03-08-2012

Por não ter  "canudo" em história de arte, não quer dizer que seja analfabeto, sei ler, escrever e contar... sei também investigar,  conjugar histórias dispersas e tirar ilações, no que resultaram boa parte deste textos...
Devemos ter pena do analfabetismo deste tirador de fotografias... em O "Palacete do Pena" - Espinho Anónimo em 03-08-2012

Ao pôr em causa a integridade destes textos,  está inerentemente a por em causa a qualidade de muitas fontes externas credenciadas, demonstrando uma arrogância megalómana, sem sequer conseguir suportar as verrinosas baboseiras.
Este tirador de fotografias também é conhecido pelo "analfabeto do chapéu"! em O Palácio dos Duques de Aveiro - Azeitão Anónimo em 03-08-2012

Graças a Deus, e ao meu trabalho, o meu nome é bem conhecido de Norte a Sul de Portugal e até além fronteiras. Com esta ruinosa demanda o nome Gastão de Brito e Silva ficou já inscrito na nossa história. Aproveito para o informar que um tirador de fotografias é conhecido como fotógrafo.... SEU ANALFABETO!!!
Isto é o quê, o cantinho dos analfabetos? Se acham boas estas fotografias é porque nunca viram trabalhos de fotógrafos consagrados. Este gajo nunca recebeu um prémio por nenhum trabalho fotográfico, sendo apenas mais um pretensioso analfabeto. em XI Exposição Ruin'Arte na Livraria Ferin Anónimo em 03-08-2012

Nunca ganhei um prémio, porque nunca concorri a nenhum concurso, no entanto já realizei dezasseis exposições e mais três estão para breve... todas a convite das entidades intervenientes, e sem cunhas... o que atesta o interesse e qualidade deste nosso projecto!!!

 - Fábrica do Braço de Prata, Maio de 2010.
 - 11ª Bienal de Vila Franca de Xira, Novembro de 2010.
 - Museu da Água (Reservatório da Patriarcal), Março de 2011.
 - Palácio das Artes, Porto, Abril de 2011.
 - Arte na Linha, Estoril, Abril de 2011.
 - E.B.I. D. Carlos I, Sintra, Maio 2011.
 - Galeria APAV, Junho de 2011.
 - Cimeira do Património na Univ. Lusófona.
 - Bienal de Porto Santo, Julho de 2011.
 - Museu do Teatro Romano, Julho de 2011.
 - Jornadas Europeias do Património, Monchique.
 - Livraria Ferin, Outubro 2011.
 - Espaço Sarmento, Novembro 2011.
 - Centro Cultural de Cascais, Maio de 2012.
 - Casino de Lisboa, Maio de 2012.
 - Gallery Hostel, Porto, Junho de 2012.
O autor deste blogue, também conhecido como "o analfabeto do chapéu" costuma apagar as mensagens que o criticam. O pseudo-intelectualismo assim o impõe! Mas nós, todos, devemos continuar a combater o analfabetismo! em A Mina de S. Domingos Anónimo em 03-08-2012

Não tenho o de costume apagar comentários  menos favoráveis, aproveito-os todos para ponderar este trabalho... apaguei sim, e apagarei, todos os que atentarem contra o pudor ou integridade de alguém!! A propósito... CHAPÉUS HÁ MUITOS... SEU PALERMA!!!
O autor deste blogue é um renomado caloteiro armado em intelectual. Ainda há lorpas que ele engana. Também as mensagens menos abonatórios deste "analfabeto do chapéu" ele apaga! Ora apaga lá mais esta... em Três exposições Ruin'Arte Anónimo em 03-08-2012

Com a ajuda da minha família e do meu trabalho (além de muita ginástica e alguns milagres), tenho conseguido pagar atempadamente as minhas contas, de maneira que uma vez mais o epíteto de caloteiro é uma grande CALÚNIA!!! Desafio aqui e agora para me acusarem formalmente,  para que possa proceder judicialmente por difamação!!!
Eu sei que sou suspeito ao falar no meu trabalho, nunca poderei ser o seu melhor juiz, mas sou obrigado a reconhecer-lhe mérito. Independentemente de se gostar ou não da linha gráfica foi feito o levantamento fotográfico de perto de oito centenas de ruínas e mais de duas mil e cem imagens tratadas, e alguns milhares por tratar, foram também feitos estudos por vezes exaustivos de vários edifícios, além de muitas horas de trabalho e quilómetros percorridos, apenas por "amor à camisola" e sentido cívico...
Com este trabalho, além de ter sido referido no Sol, Correio da Manhã, Diário de Notícias, Expresso, Jornal I, DIF, Gingko, Independent Sunday, Pedra & Cal, Algarve Resident, tornei-me colunista do Público. Fui à televisão e à telefonia,  fui entrevistado em muitas ocasiões, dei palestras e participei em conferências. Fui reconhecido e a todos estou agradecido.


Todo este percurso foi feito "a pulso", continuando diariamente esta ruinosa epopeia. Sempre fui fiel aos meus princípios e sou objectivo com os meus fins.
Por tudo isso, é-me difícil perceber porque é que há gente que desperdiça o seu tempo com mesquinhez, inveja e má energia.
Um Energúmeno que difama alguém gratuitamente, sem sequer se responsabilizar pelas suas injúrias, além de Cobarde, Falta de Carácter e Psicopata, é Pires... e não tem Remédio...

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