quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A Ermida de S. Pedro - Borba


Esta ermida foi uma autêntica cereja no topo do bolo...
 
Foi uma odisseia há muito programada com a companhia de um bom amigo, o Jorge Gil de Almeida, que uma vez mais me proporcionou uma verdadeira orgia de ruínas.
Partimos numa ruinosa peregrinação ao Forte da Graça em Elvas, uma das mais desejadas e esperadas reportagens que resultou em perto de duzentas imagens que em breve falarei...
Seguimos para a igreja de Santo Amaro, nas imediações, onde recolhemos outras recordações, passámos ainda pelo fantástico Castelo de Barbacena e pela Colónia Penal de Vila Fernando, onde onde nos divertimos como dois pointers em dia de caça, colhendo mais umas centenas de imagens...
E no fim fomos brindados pelo destino quando acidentalmente nos cruzámos com esta desgraçada ermida, bem escondida e à vista de quem passa...
Uma desgraça de ruína bem no cimo de uma colina, perdida na sua história e guardando na memória do seu tempo de glória da era manuelina...
Tem um nicho desmoronado que já esteve adornado com a figura de S. Pedro, que se perde em pequenas pedras erodidas pelo tempo.
Já na nave central que padece do mesmo mal e ameaça derrocar, houve um animal que ninguém levou a mal e decidiu esgravatar.
O chão revolvido,  onde jazem ainda pedras encarnadas e ossadas desenterradas, revela-nos um segredo escondido que há muito foi esquecido.
No tecto do presbitério deste velho cemitério, há uma abóbada nervurada  parcialmente derrocada.
O nártex e sua traça ainda cheia de graça com colunas de arco perfeito, está também condenado por ser ameaçado pela falta de respeito.
É difícil perceber como chegou a este estado. Há muito para fazer neste País abandonado, pois quem assim trata o património devia ir para o manicómio!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Resposta a um Cobarde

Caros amigos, antes demais peço-vos a todos desculpa por esta "lavagem de roupa suja". Nunca pensei ter de fazer uma intervenção destas, no entanto e em defesa da minha honra, aqui exponho um triste episódio e desafio o patético prevaricador a identificar-se, se tiver tomates!!!
Nestes últimos dias, este blogue e a minha pessoa foram cobardemente vilipendiados neste nosso espaço. Fui alvo de comentários ofensivos que em nada dignificam quem os fez, e que nunca teve a coragem de os assinar.
Foram duas investidas em que mais de sessenta posts foram agredidos por um autêntico lunático, como atestaria qualquer psiquiatra, tendo em conta a agressividade, a insistência e o vocabulário utilizados...
Sou várias vezes acusado de ser inculto, pretensioso, analfabeto e caloteiro, entre outros mimos... fui também acusado de ter um diploma falso, de apagar comentários menos favoráveis, de nunca ter ganho nenhum prémio e de ser um "tirador de fotografias"... no fim ainda me chama de "analfabeto de chapéu"...
Mais à frente irei transcrever algumas destas pérolas, às quais faço questão de responder... às outras respondo com o meu desprezo...
Para que possam avaliar o calibre das calúnias, tal como o carácter deste ignóbil imbecil, esforcei-me para lhe traçar um perfil...

Pérfido e vil, obviamente... será burro será gente, decente não é certamente, alcoólico assim assim...
Em primeiro lugar, o tempo e energia que tem dedicado a odiar-me, evidencia um grave distúrbio mental!! É evidente que há uma enorme obsessão patológica que deveria ser imediatamente vista por um especialista, que eu na qualidade de fotógrafo infelizmente não consigo tratar.
Aproveito para deixar bem claro, que a minha formação é de fotografia... sou "ruinólogo" amador, e nunca em algum momento me fiz passar por doutor... quanto mais psiquiatra...
A motivação do autor é armar-se em intelectual quando é um perfeito analfabeto! Também deve ter tirado um "curso" de História de Arte ao estilo Sócrates/Relvas. Fora com os oportunistas! em Uma dissertação ruinosa...  Anónimo em 03-08-2012

Por não ter  "canudo" em história de arte, não quer dizer que seja analfabeto, sei ler, escrever e contar... sei também investigar,  conjugar histórias dispersas e tirar ilações, no que resultaram boa parte deste textos...
Devemos ter pena do analfabetismo deste tirador de fotografias... em O "Palacete do Pena" - Espinho Anónimo em 03-08-2012

Ao pôr em causa a integridade destes textos,  está inerentemente a por em causa a qualidade de muitas fontes externas credenciadas, demonstrando uma arrogância megalómana, sem sequer conseguir suportar as verrinosas baboseiras.
Este tirador de fotografias também é conhecido pelo "analfabeto do chapéu"! em O Palácio dos Duques de Aveiro - Azeitão Anónimo em 03-08-2012

Graças a Deus, e ao meu trabalho, o meu nome é bem conhecido de Norte a Sul de Portugal e até além fronteiras. Com esta ruinosa demanda o nome Gastão de Brito e Silva ficou já inscrito na nossa história. Aproveito para o informar que um tirador de fotografias é conhecido como fotógrafo.... SEU ANALFABETO!!!
Isto é o quê, o cantinho dos analfabetos? Se acham boas estas fotografias é porque nunca viram trabalhos de fotógrafos consagrados. Este gajo nunca recebeu um prémio por nenhum trabalho fotográfico, sendo apenas mais um pretensioso analfabeto. em XI Exposição Ruin'Arte na Livraria Ferin Anónimo em 03-08-2012

Nunca ganhei um prémio, porque nunca concorri a nenhum concurso, no entanto já realizei dezasseis exposições e mais três estão para breve... todas a convite das entidades intervenientes, e sem cunhas... o que atesta o interesse e qualidade deste nosso projecto!!!

 - Fábrica do Braço de Prata, Maio de 2010.
 - 11ª Bienal de Vila Franca de Xira, Novembro de 2010.
 - Museu da Água (Reservatório da Patriarcal), Março de 2011.
 - Palácio das Artes, Porto, Abril de 2011.
 - Arte na Linha, Estoril, Abril de 2011.
 - E.B.I. D. Carlos I, Sintra, Maio 2011.
 - Galeria APAV, Junho de 2011.
 - Cimeira do Património na Univ. Lusófona.
 - Bienal de Porto Santo, Julho de 2011.
 - Museu do Teatro Romano, Julho de 2011.
 - Jornadas Europeias do Património, Monchique.
 - Livraria Ferin, Outubro 2011.
 - Espaço Sarmento, Novembro 2011.
 - Centro Cultural de Cascais, Maio de 2012.
 - Casino de Lisboa, Maio de 2012.
 - Gallery Hostel, Porto, Junho de 2012.
O autor deste blogue, também conhecido como "o analfabeto do chapéu" costuma apagar as mensagens que o criticam. O pseudo-intelectualismo assim o impõe! Mas nós, todos, devemos continuar a combater o analfabetismo! em A Mina de S. Domingos Anónimo em 03-08-2012

Não tenho o de costume apagar comentários  menos favoráveis, aproveito-os todos para ponderar este trabalho... apaguei sim, e apagarei, todos os que atentarem contra o pudor ou integridade de alguém!! A propósito... CHAPÉUS HÁ MUITOS... SEU PALERMA!!!
O autor deste blogue é um renomado caloteiro armado em intelectual. Ainda há lorpas que ele engana. Também as mensagens menos abonatórios deste "analfabeto do chapéu" ele apaga! Ora apaga lá mais esta... em Três exposições Ruin'Arte Anónimo em 03-08-2012

Com a ajuda da minha família e do meu trabalho (além de muita ginástica e alguns milagres), tenho conseguido pagar atempadamente as minhas contas, de maneira que uma vez mais o epíteto de caloteiro é uma grande CALÚNIA!!! Desafio aqui e agora para me acusarem formalmente,  para que possa proceder judicialmente por difamação!!!
Eu sei que sou suspeito ao falar no meu trabalho, nunca poderei ser o seu melhor juiz, mas sou obrigado a reconhecer-lhe mérito. Independentemente de se gostar ou não da linha gráfica foi feito o levantamento fotográfico de perto de oito centenas de ruínas e mais de duas mil e cem imagens tratadas, e alguns milhares por tratar, foram também feitos estudos por vezes exaustivos de vários edifícios, além de muitas horas de trabalho e quilómetros percorridos, apenas por "amor à camisola" e sentido cívico...
Com este trabalho, além de ter sido referido no Sol, Correio da Manhã, Diário de Notícias, Expresso, Jornal I, DIF, Gingko, Independent Sunday, Pedra & Cal, Algarve Resident, tornei-me colunista do Público. Fui à televisão e à telefonia,  fui entrevistado em muitas ocasiões, dei palestras e participei em conferências. Fui reconhecido e a todos estou agradecido.


Todo este percurso foi feito "a pulso", continuando diariamente esta ruinosa epopeia. Sempre fui fiel aos meus princípios e sou objectivo com os meus fins.
Por tudo isso, é-me difícil perceber porque é que há gente que desperdiça o seu tempo com mesquinhez, inveja e má energia.
Um Energúmeno que difama alguém gratuitamente, sem sequer se responsabilizar pelas suas injúrias, além de Cobarde, Falta de Carácter e Psicopata, é Pires... e não tem Remédio...

terça-feira, 10 de julho de 2012

A Estação de Mala-Posta de Sanfins

Desde a minha tenra idade, que nutro um carinho especial por estas construções. Fui certamente influenciado por uma visita de estudo ao antigo Museu dos CTT, quando andava na instrução primária. Além de me ter cruzado regularmente com  exemplares destes edifícios, por se encontrarem em alguns itinerários que frequentava... 
 
A Mala- Posta era uma lacuna neste projecto e há muito lhe devia uma visita...
A estação de Mala-Posta de Sanfins, também conhecida por mala-posta de S. Jorge, ou antiga Muda de Souto Redondo, é uma das 23 estações de muda que constituíam esta rede de serviço postal.
Estes românticos edifícios, fazem parte da nossa paisagem cultural e da nossa história como nação, marcando uma época e uma longa epopeia há muito esquecida.
É-nos difícil de imaginar nos dias de hoje, em que uma viagem Lisboa Porto se cumpre em cerca de três horas, o que seria fazer essa mesma viagem num tempo recorde de 34 horas, a uma estonteante velocidade média de quase 9 Kms / h, o que fazia da mala-posta o "TGV" de então ...
Esta epopeia teve início em 1798, por no ano anterior ter sido extinto o ofício do Correio Mor, que esteve nas mãos da família Mata durante oito gerações. Era portanto necessário, o estado português assegurar as comunicações entre todo o reino, tendo para isso criado este serviço.
Para que a viagem fluísse sem interrupções, foi montada uma rede e estações de Mala-Posta que além de albergar e servir repastos aos viajantes, tinha a função de muda de cavalos, uma operação que em cerca de dez minutos, permitia continuar a viagem, com um novo fôlego e fulgor de quatro parelhas de cavalos, prontos para enfrentar mais uma etapa dessa estafante odisseia.
Na sua primeira e conturbada fase (1798-1804), este projecto tinha término em Coimbra, por não haver ainda uma estrada que unisse as duas maiores cidades país. 
Devido à instabilidade política e financeira  que Portugal neste período enfrentou, o processo da mala-posta  teve várias interrupções, tendo a sua última fase, sido levado a cabo por Fontes Pereira de Melo, que em 1855 dá início à construção da Estrada Real, unindo definitivamente  Lisboa e Porto no ano de 1859 (ano de construção da Mala-Posta de Sanfins).
Os seus tempos de glória foram breves, a Mala-Posta foi substituída definitivamente pelo comboio em 1871, iniciando desde então a decadência  destes carismáticos edifícios.
Não consegui apurar qual foi o arquitecto responsável pela sua traça, no entanto estas estações conservam elementos arquitectónicos que nos lembram com algum saudosismo, um palacete de arquitectura chã.
Conjugando a sua vertente prática e recorrendo a novas técnicas de construção pela utilização do ferro, a característica planta em U e o seu melhor aproveitamento, dava uma funcionalidade ao edifício que permitia a sua exploração de uma forma eficaz.
O corpo mais avançado esquerdo era atribuído aos aposentos do feitor e cozinha, a ala direita era reservada para armazenamento de arreios e palheiro, as cavalariças eram a ala mais recuada e longa do edifício. Esta estação distingue-se das suas congéneres por ter mansardas nos alçados laterais.
A Mala-Posta de Sanfins foi classificada como imóvel de interesse público em 1974 (735/74, DG 297, de 21-12-1974), e desde então que aguarda um destino à sua altura e importância, que por ganância e/ou ignorância tem sido votada ao abandono.
Foi recentemente adquirida por um construtor da zona que certamente pretende dinamizar e investir neste monumento. Espero agora que não lhe façam a vida negra com burocracias e inviabilizem o processo por demora e excesso de rigor...
 



terça-feira, 22 de maio de 2012

Três exposições Ruin'Arte

Caros amigos, confrades e seguidores...
Embora ultimamente não tenha dedicado muito tempo à manutenção deste espaço que a todos  pertence, tenho-me com afinco dedicado a uma forma de materializar o projecto... e deu resultados...

Tenho a honra de vos anunciar que estão para breve três exposições...
 
Agradeço à Hahnemühle Fine Art,  que generosamente cedeu o melhor papel do mundo, o fabuloso
Photo Rag® 308 g/m², impresso com tintas Epson Claria Photographic que irá dar a estas colecções  uma duração superior aos edifícios retratados.
 
A sua representação em Portugal, é com justiça feita pela LFMPRO, além de ser uma referência no mercado da fotografia, foi incansável e mais do que profissional em todo este processo...
 

Felizmente conheci também nesta epopeia o simpático e ilustre Victor Guedes, gerente da mais antiga empresa de molduras do país, a Felisberto Oliveira, que há várias gerações ajuda a embelezar o trabalho de muitos artistas.  
A Terra Esplêndida, foi outro amigo que tornou possível esta aventura, adivinhando-se uma feliz colaboração...
Também o Centro Cultural de Cascais, que além de acolher uma parte da colecção, proporcionou um dos momentos mais altos deste nosso projecto. A toda a equipa que colaborou e tornou possível... um ruinoso obrigado...
O Gallery Hostel é um projecto exemplar para todos nós... situado na R. Miguel Bombarda, no Porto, convive e rivaliza em categoria com as suas vizinhas galerias de arte. É um projecto que nasceu da reabilitação de um antigo edifício, apenas com o esforço e empreendedorismo de uma  equipa de familiares e amigos, que não só emprestam uma simpatia sem par a esta unidade hoteleira, como já ganharam dois prémios mundiais (prémio best staff 2011 e HostelBookers Awards for Excellence 2012 Winner), vou-me sentir em casa...
 
O Casino de Lisboa é o Mecenas que qualquer artista pode ambicionar. Não só é uma referência pelo apoio dado à Cultura portuguesa, como também pelos espectáculos que diariamente promove,  fazendo deste espaço o local mais animado das noites de Lisboa.
Com a ajuda de todos atrás referidos, tenho o prazer de os convidar a estarem presentes e a visitarem estes espaços e exposições...
Dia 25 de Maio, pelas 21.30h no Centro Cultural de Cascais.


  
  No dia 28 de Maio pelas 18.30h, no Casino de Lisboa.


No dia 9 de Junho, pelas 16.00h, no Gallery Hostel,  no Porto.

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