segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

2ª Fase da votação melhor blogue do ano 2012

Caros amigos, confrades, compatriotas e fiéis seguidores...
 
Com o vosso apoio e simpatia por esta causa que a todos nós pertence, conseguimos passar à segunda e última eliminatória desta renhida eleição.
Como sabem este projecto concorre nas categorias de Arquitectura e Fotografia, e conta convosco todas as 24 horas por cada IP.
Vamos dar voz a este projecto que é de todos nós... votem num blogue à parte, votem no Ruin'Arte!!
 
Exprima aqui o vosso voto : http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-2a-fase/

domingo, 20 de janeiro de 2013

Com muita LUZ, bem hajam ...

 
Meus caros amigos, confrades, compatriotas e fiéis seguidores,
Antes de mais, quero agradecer a todos os que apoiaram o Projecto Ruin'Arte na primeira volta da eleição do Aventar...
A vós devo o primeiro lugar na categoria de arquitectura e o segundo lugar na de fotografia.
Foi para mim uma grande surpresa ter conseguido esta classificação, uma vez que tinha como parceiros verdadeiros "pesos pesados" em ambas as categorias.
Este nosso projecto é inteiramente dedicado ao decadente património de 10.000.000 de almas lusitanas,  e a todas as gerações vindouras.
Estou ciente de que o Ruin'Arte é um exemplo para toda a sociedade, como se pode comprovar pela simpatia e carinho que todos os dias me têm demonstrado, pelos seguidores que tenho juntado e pelo sucesso alcançado.
Este projecto tem-nos proporcionado vivências e experiências que a todos enriquece, criando um legado que a todos nós pertence, tal como a nossa longínqua história.
O prémio que posso vir a conquistar, embora não seja pecuniário, é um galardão que me permitirá abrir portas até agora fechadas, tanto como me dará mais alento para continuar esta ruinosa aventura.
Peço-vos por isso que nos continuem a apoiar, da mesma forma que têm feito. Pela minha parte, prometo continuar com o mesmo empenho a alimentar esta ruinosa saga.
É por sentido cívico e muita vontade em desvendar mitos, além da curiosidade histórica, que me conduzo por este País à beira mar abandonado, contribuindo para a sensibilidade deste flagelo e cultura portuguesa.
Nas ruínas encontro, além de estórias e memórias, um misto de sentimentos que me levam a ponderar muitas vezes o próprio sentido da vida. Nelas sinto medo, frustrações e um sem fim de sensações que me dão a coragem necessária para enfrentar o dia a dia.
Dá-me também uma enorme satisfação, ultrapassar essas barreiras invisíveis que me fazem crescer como homem e cidadão, realizando-me em todos os instantes.
Pela procura e partilha destas aventuras, tenho conhecido locais e gentes de todas as índoles e estratos, com quem muito aprendi e consequentemente evoluí.
A este nosso projecto, brindo com a alegria e vivacidade de uma pessoa renascida,  poderia dizer que foi uma nova etapa da minha vida, mas seria mais justo chamar-lhe um renascimento.
Uma vez mais, um grande OBRIGADO a todos, e continuem a apoiar o Ruin'Arte... pois é com esse apoio que conto para dar voz a esta causa que é de todos nós.
Com muita LUZ, bem hajam ...

Gastão

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"Livro da ensinança da arte de bem abordar toda a ruína" ... ou então "O Leal Ruinólogo"


Sem querer plagiar o título das obras de El-Rei D. Duarte, resolvi escrever alguns conselhos que tenho seguido com devoção, pois sei que estas ruinosas andanças podem além de boas fotografias, proporcionar algumas encrencas... aqui vos deixo o testemunho de uma curta (para já) e congratulante carreira. 
Uma vez que este projecto se assenta sobre ruínas e locais abandonados, ao seu estudo e levantamento fotográfico, levando já mais de quatro anos de intensiva dedicação, e umas largas centenas de locais visitados, devo dizer que deixei de ser apenas fotógrafo, embora seja essa a minha categoria profissional para o ministério das finanças.
Seria justo intitular-me como "ruinólogo", já que procuro saber todos os pormenores de cada local, e estudo aprofundadamente  as ruínas por onde passo, extraindo assim informações que quando compiladas geram os textos que já os habituei.
O ser "ruinólogo", não é apenas visitar estes locais e explorar a sua fotogenia, há um grande trabalho de fundo que começa ao entrevistar os vizinhos de cada ruína, tentar saber as suas memórias e experiências, suas histórias e vivências... deste modo começa a longa pesquisa, que nem sempre termina, ou dá os frutos desejados.
Há que saber distinguir as informações, que são muitas vezes deturpadas e fruto de mitos urbanos, autênticos enganos que nos levam a errar e dar continuidade a uma história distorcida.
A internet é sem dúvida uma valiosa fonte de informação, mas que devem ser corroboradas em vários locais, pois uma vez mais, podemos encontrar a mesma asneira escrita em diversos sítios, repetindo-a, e assim contribuir para uma história falsa ou mal contada.
Saber algo sobre arquitectura e história de arte, mesmo na forma de cultura geral e sem requerer grandes estudos, ajuda muito a tirar conclusões. Ao avaliar um estilo de arquitectura, podemos colocar num período temporal determinado edifício, embora haja muitas vezes alterações de traça e revivalismos, que nos podem desviar do bom caminho.
Geralmente os edifícios nobres, militares e clericais, são de mais fácil pesquisa, depois da sua identificação... mas mesmo assim a pesquisa, na maior parte das vezes não é tão simples como gostaria.
Costumo frequentar sites de genealogia para melhor conhecer os antigos locatários de cada local, e muitas vezes consigo encontrar descendentes que localizo pela lista telefónica nacional... estes descendentes geralmente conhecem histórias que não estão acessíveis nos livros e podem fornecer dados que enriquecem muito cada episódio desta ruinosa aventura, contando uma versão mais fidedigna das que foram publicadas anteriormente, ou até mesmo em primeira mão.
Se tudo isto falhar... lá terei que ir para os arquivos municipais dar trabalho aos funcionários justificando os seus ordenados... e muitas vezes não é suficiente por a história ter há muito sido apagada, ou ainda, não registada na devida altura.
Nesses casos, resta-me alvitrar, ou publicar cada edifício num contexto geral... tenho muitos à espera, de uma oportunidade, para serem publicados.
As unidades industriais, além de uma fotogenia ímpar, são as que nos contam as melhores histórias. São geralmente histórias colectivas ligadas a toda uma sociedade, a um ou mais produtos que já se deixaram de fabricar...
 
É bom tentar saber além desses produtos, quando abriu e fechou a sua laboração, a quem pertenceu, quantos empregados teve, e um sem fim de questões que nos possam surgir em cada caso.
Perguntam-me também muitas vezes, como é que localizo ruínas... infelizmente é muito fácil tropeçar em ruínas neste país à beira mar abandonado, geralmente são essas que mais fotografo, as que tropeço e voluntariamente se colocam no meu caminho...
Há fóruns e sítios na internet que também são uma fonte de inspiração, e quando localizo algum edifício que peça a minha intervenção e fique fora de mão, escrevo na minha ruinosa agenda a sua localização, para uma futura incursão.
Quando me desloco para alguma localidade, "nunca antes navegada" costumo consultar o Google Earth.
Pela avaliação de uma imagem aérea rapidamente ficamos a saber onde devemos ir... quem não tiver telhado, é certamente uma ruína, também um jardim mal tratado que se confunda com um matagal tem boas probabilidades de o ser, depois é só passar por perto e confirmar o seu estado de abandono...
Todas as ruínas são PERIGOSAS, umas mais do que outras com certeza, toda a cautela é pouca quando nos aventuramos. Ao invadirmos uma propriedade estamo-nos a habilitar a um processo judicial e à hipótese de sermos expulsos, logo e sempre que possível, devemos ter a devida autorização.
Caso nos introduzamos sorrateiramente, como na maior parte dos casos acontece, devemos dizer a alguém onde fomos, porque se ninguém nos vir entrar também ninguém ligará se não nos virem a sair... devemos levar companhia ou ao menos um telemóvel para o caso de ser preciso ajuda.
Se saltarmos um muro, temos de ter a certeza que o conseguimos transpor no sentido inverso, e nem sempre isso é possível, por isso, nem todas as propriedades podem ser visitadas por muito apetecíveis que possam parecer.
Os maiores perigos são os encontros imediatos com qualquer locatário que seja maior do que nós e/ou esteja armado... há sempre essa hipótese! Também os cães podem fazer algumas mazelas, as propriedades podem estar devolutas e haver cães a guardar, e com esses não dá para falar!!!
Mas os maiores perigos são as derrocadas e desabamentos. Madeiras podres nos vigamentos e soalhos são sempre um risco, pois cedem facilmente e os trambolhões são do tamanho de um pé direito muitas vezes generoso, e o material fotográfico é frágil e caro...
... a propósito de fotografia, que nunca aqui foi referida, ainda para mais sendo eu fotógrafo e formador dessa arte.
Embora este blogue viva essencialmente da fotografia sendo até considerado que é dedicado a essa mesma componente, é na minha opinião um blogue dedicado ao património, nunca me  tendo passado pela cabeça que é afinal a fotografia que o faz viver, não obstando o interesse dos textos.
Como o próprio nome indica, na fotografia o elemento principal é a LUZ... antes de abordar um edifício, devemos conhecer a sua orientação solar para melhor tirar partido de cada elemento.
Uma vez que é sempre fotografia de arquitectura, independentemente do estado em que se encontra, devemos seguir os moldes de enquadramento comuns, privilegiando as perspectivas, linhas e verticalidade, tal como ponderando sempre o  enquadramento em relação à geometria de cada espaço.
Cada vez que fotografamos um interior devemos usar tripé, pois sem ele as exposições ficam comprometidas. As tomadas são sempre captadas em RAW para poderem ser manipuladas e tirar partido da latitude do ficheiro, se utilizarem um jpeg perderão muita informação que enriqueceria a imagem.
As objectivas devem ser isentas o mais possível de aberrações. A distorção física e cromática arruínam um bom trabalho. A lente é sempre mais importante que a câmera, pois é nela que reside a definição da imagem.
A polarização da luz também pode melhorar muito uma imagem, invistam num bom filtro polarizador. Como é comum neste género fotográfico, as lentes grande-angular, são as nossas melhores amigas, mas nem sempre suficientes para cobrir todo um cenário, nesse caso faremos um puzzle de imagens para uma posterior edição, criando desta forma perspectivas que seriam impossíveis, com uma abrangência plena de todo o nosso objecto.
 
Chama-se stitching a esta técnica, já cheguei a juntar quase duas dezenas de imagens numa só... com certeza que o programa de edição e o computador devem ter essa capacidade, pois o peso de uma imagem desse tamanho exige além de paciência, uma grande capacidade de computação.
Espero com este post poder contribuir com a minha experiência para muitos "ruinólogos" que todos os dias me pedem informações e opiniões sobre esta minha actividade, e conto convosco para a dinamizar, pois há milhares de ruínas em solo nacional e eu sozinho não conseguirei dar conta do recado. Convido-os também a partilhar aqui as vossas experiências, pois serão sempre enriquecedoras e todos teremos a ganhar.
Bem hajam e muita LUZ

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Reabertura das Urnas

Meus caros amigos, confrades, compatriotas e fiéis seguidores, 


Recomeçou hoje a eleição para o blogue do ano 2012, conto com o vosso apoio nesta renhida corrida...

Uma vez que não votar é votar naqueles que não queremos, além do voto democrático ser um dever cívico, venho-vos apelar que exerçam o vosso direito previsto nas constituição, todas as 24h.

Para que o façam de consciência tranquila, aqui vos deixo os links:

- Fotografia : http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-1a-fase-24/

- Arquitectura : http://aventar.eu/blogs-do-ano-2012/blogs-do-ano-2012-votacoes-1a-fase-14/

E votem democraticamente naquele que melhor os representa... votem num blogue à parte, votem no Ruin'Arte!!!!

Com LUZ e boa disposição

Gastão

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