Por me ter deslocado recentemente ao Algarve para fotografar a fabulosa "Casa do Pai", cujo projecto pretende torná-la na mais faustosa casa algarvia do século XXI, onde nada se poupou em requintes de "bemvadez" que fará corar um xeique das arábias...
Aproveitei a oportunidade uma vez que me encontrava na vizinhança, para fotografar também a mais faustosa casa do Algarve do século XIX... o Palácio da Fonte da Pipa, em Loulé... foi um dia em cheio!
Quando iniciei este projecto, pesquisei no cibernético espaço alguns potenciais candidatos que justificassem uma ruinosa reportagem, e encontrei um manancial de oportunidades que exigiam um enorme esforço logístico pela distância a que se encontravam...
Fui ainda várias vezes avisado por leitores deste nosso blogue da existência desta autêntica pérola, este palácio era um dos mais apetecidos troféus que finalmente consegui conquistar.
A sua imerecida fama prende-se essencialmente em histórias de assombração, tendo sido alertado várias vezes por populares, dos "perigos" que poderia encontrar, mas ninguém me avisou do vislumbre que iria testemunhar...
Segundo se conta, à laia de mito urbano, a filha de um proprietário terá falecido na quinta e há quem a tenha visto à janela da torre, na minha opinião é mais uma história da carochinha para afastar os curiosos, sem ter algum fundamento...
Há também outra versão que terão sido sepultadas na propriedade, vítimas da gripe espanhola, a tenebrosa pneumónica nos anos de 1916-18, e hoje ainda deambulam as suas penadas almas por este aprazível local.
À semelhança da "Casa do Pai", o seu construtor não se fez rogado em conceber uma residência digna das mil e uma noites, materializando a sua cultura e fortuna através de uma opulenta morada.
Foi em 1875, após uma viagem pelo Norte da Europa, que Marçal de Azevedo Pacheco se inspirou, e aqui erigiu a sua casa de sonho, com a intenção de receber a régia visita de El Rei D. Carlos, que acabou por ficar em Estói.
Marçal de Azevedo Pacheco, foi um homem de estado, Presidente da C. M. de Loulé, deputado do Partido Regenerador pelo circulo de Macedo de Cavaleiros, Par do Reino, Sub-Director Geral do Ministério da Justiça, Presidente do Tribunal do Contencioso Administrativo do distrito de Lisboa, entre outros importantes cargos, foi também tio de um dos nossos melhores ministros das Obras Públicas, o Engº Duarte Pacheco.
Esta propriedade, foi na altura crismada como Quinta da Esperança, embora esse nome nunca tenha vingado por este local já há muito ser conhecido por Fonte da Pipa, por aqui haver uma antiga fonte que saciava os mais sedentos louletanos.
Para executar com a arte necessária tão elaborada obra, cumprindo rigorosamente cada cómodo como uma verdadeira obra prima de pintura decorativa, foi contratado para o efeito, José Pereira Júnior (Pereira Cão).
Pereira Cão era um pintor e ceramista que já tinha dado provas de raras habilidades artísticas, aquando a sua intervenção no Real Palácio da Ajuda, restaurando e decorando-o, pela ocasião do casamento do príncipe D. Luís.
Pelo esmero da construção e decoração, o tempo decorreu sem pressas e a obra estava ainda inacabada no ano de 1896, quando faleceu o seu ilustre proprietário vitimado por uma grave doença, nunca chegando a tirar partido deste local de sonho.
Foi em 1920 adquirido por Manuel Dias Sancho, um abastado cidadão de S. Brás de Alportel, que detinha na altura uma casa bancária com o seu nome. A casa foi então acabada tendo sido introduzidas melhorias ao projecto inicial.
A decoração dos jardins e a electrificação do palácio foram então a sua prioridade. Seguindo um estilo inspirado nos mosaicos de Gaudi, utilizando conchas, porcelanas, cascas de caracol entre outros elementos decorativos, como incrustações nos bancos e mobiliários de jardim.
A crise financeira que abalou o mundo em 1929, e a crise política que na altura grassava em Portugal levou muitas empresas à insolvência tendo feito graves mazelas nos bolsos de muita gente, ditando a sorte deste senhor, cuja fortuna foi severamente abalada.
Viu as suas propriedades serem confiscadas para cobrir os prejuízos da sua casa bancária, e esta ser absorvida pelo Banco do Algarve, tal como o palácio aqui retratado.
O palácio foi então adquirido a este banco, por Francisco Guerreiro Pereira, um rico proprietário algarvio que edificou em 1935, na cidade de faro, o Palacete Guerreirinho, um dos mais belos projectos de Norte Júnior.
A dedicação a uma das suas maiores paixões, resultou num grande contributo à Fonte da Pipa, o enriquecimento do jardim com plantas exóticas que ainda hoje existem e subsistem, fazendo do matagal envolvente uma notável colecção arbórea.
Por morte deste último proprietário, em 1948 a quinta foi herdada pelo seu filho primogénito, o Dr. António Guerreiro Pereira Júnior, um eminente médico de Faro, que a manteve até 1981, ano em que a vendeu à sociedade "Quinta da Fonte da Pipa, Urbanizações, Lda".
Esta sociedade idealizou para aqui um projecto cultural e centro de congressos, onde chegaram a acontecer algumas exposições e outros eventos, que tiveram na altura um sucesso imediato. Para poder explorar a propriedade em pleno, foi proposto um projecto que previa a construção de uma série de infra-estruturas no terreno de 30 hectares, o que ainda não teve aprovação desde 1981... desde então que os actuais proprietários impacientemente aguardam que o seu avultado investimento consiga gerar emprego, cultura, e quiçá alguns euros... enquanto assistem impotentes à degradação desta magnífica casa.
Até que aconteça algo neste País à beira mar abandonado, muitas jóias como estas estão condenadas ao marasmo e à ruína. Há autênticos "burrocratas", que ou não querem ter trabalho, ou não querem ver Portugal a prosperar.
Fonte : http://designersdeinteriores.blogspot.pt/2008/09/palacete-da-fonte-da-pipa.html
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Propriedades de Salazar - Vimieiro - Santa Comba Dão
Como tão bem sabem, este espaço é apartidário e apolítico, não pretendo
por isso afirmar alguma corrente ou ideologia política, pretendo apenas
retratar a decadência do património e contar um pouco da nossa
história...
Não sou fascista, saudosista, nem tão pouco simpatizo com nenhum partido, pois considero que todos eles são responsáveis pelo descalabro deste País à beira mar arruinado... julgo que sou humanista, pois sou apologista da justiça e da igualdade, tal como sou da verdade, mas sou nacionalista e ainda acredito em Portugal e nos portugueses!
No entanto e em nome da verdade histórica, irei estabelecer paralelos de comparação para que se possa melhor compreender esta figura de estado que governou Portugal durante quase quarenta anos... o Dr. António de Oliveira Salazar.
Em primeiro lugar, e para o melhor julgar, é necessário inseri-lo numa época em que Portugal estava num caos social bem maior do que vivemos agora, o rescaldo da Primeira República e da Ditadura Militar.
Ao contrário do que se esperava, foi o período de maior instabilidade política que este País já conheceu e era necessário um "pulso de ferro" para reorganizar as contas públicas e a sociedade.
Para tal, a única solução possível, era governar em autocracia evitando desse modo que o poder se fraccionasse e se inviabilizasse a tão desejada recuperação, o que conseguiu ao fim de um ano, feito conseguido apenas três vezes, desde o reinado de D. Maria I, um equilíbrio do orçamento de estado...
O contexto político que o levou Salazar ao poder, era o de um "messias", um salvador da pátria, uma vez que esta estava de rastos pelas inúmeras guerras de poder que a república promoveu em nome da democracia, para acabar com essas guerras era urgente acabar com a "democracia", que promovia e inviabilizava a estabilidade de Portugal em nome das eminências pardas que então governavam... acabando com a já citada "democracia", acabavam as tais guerras de poder, e poder-se-ia governar... era preciso um homem sério e a sério, para tomar as rédeas e "pegar o touro pelos cornos"... Salazar foi na altura a salvação.
Outro governante que é hoje celebrizado como um verdadeiro herói da nação é Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, em boa parte promovido na história por Oliveira Salazar, que sempre se empenhou em salutar, como manobra de propaganda, os grandes portugueses, enaltecendo deste modo o patriotismo que tanta falta fazia.
Irei aqui comparar um "herói" e um "vilão", tal como os sistemas da actualidade para melhor poder tirar conclusões, sem esquecer os contextos históricos e temporais. Para ser o mais isento possível, entrevistei várias pessoas de diferentes extractos sociais, culturais e etários, desde um hortelão de Chelas, antigos militares, um velho taxista de praça, funcionários públicos, historiadores, gente comum e da "velha nobreza"... e as opiniões foram consistentes e constantes... Salazar foi um homem de Estado que nos soube conduzir com honestidade, embora com alguma austeridade e manteve-se demasiado tempo no poder, tendo sido ultrapassado politicamente.
Por ter governado sem oposição, e ter sido promovido por António Ferro, a quem foi confiado o Secretariado da Propaganda Nacional, é hoje conhecido por "Ditador"... assumindo que um governo autocrático é uma ditadura, esse epíteto cabe-lhe na perfeição, no entanto se atendermos a actuação de outros conhecidos ditadores, tais como: Estaline, Hitler, Mussolini, Mao Tsé Tung, Polt Pot, Pinochet, Ferdinando Marcos, Sadam Houssein, etc, etc... concluímos que Salazar era um "ditador softcore"... um "menino do coro"... seria mais justo chamar-lhe "paternalista nacional", uma vez que era a nação e o seu bom funcionamento que mais lhe interessava e preocupava.
Salazar era um português que acreditava em Portugal, e não gostava ou sequer permitia "agentes subversivos" que pudessem "contaminar" a sociedade, por isso não dava tréguas aos idealistas que o confrontavam, atitude essa que o levou a cometer injustiças e a dominar os meios de comunicação... a censura no tempo do Salazar era tão austera que se tornou ridícula, chegando ao ponto de censurar o Fado "Maria Madalena", por esta ser considerada uma prostituta... pois é... tudo o que é demais faz mal, e nisso o "ditador" exagerou, como em tantas outras coisas...
... mas a censura ainda hoje acontece e vivemos em plena democracia... quem não se lembra do caso do Semanário Sol com a reportagem do Freeport, da tentativa de aquisição da TVI, a perseguição ao professor Charrua entre outros tristes episódios? Não serão também casos de censura e manipulação de informação? Não é que seja a favor de qualquer caso de obstrução à verdade, mas o facto é que continua a acontecer, e sempre aconteceu e acontecerá... mesmo numa suposta democracia que hoje vivemos...
Já Pombal, criou a Real Mesa Censória, que controlava e limitava toda a informação impressa em Portugal e tudo o que colidisse com a sua política teria que se haver com a "justiça"...
Eu, pela minha parte, instituí em minha casa uma censura à poluição intelectual, não permitindo que programas de televisão estupidificantes façam mazelas nos neurónios dos meus filhos: Morangos, Gordos, Splashes, Big Brothers e muitos outros que tais, não entram em minha casa!!!! São subversivos!!!! Será isto censura?? Apenas quero proteger os meus filhos da imbecilidade e dar-lhes algo melhor para pensar e distrair...
Um dos argumentos que mais condena o Estado Novo, é o facto de ter tido uma polícia política, a famigerada PIDE, que perseguiu e levou muita gente ao exílio e à prisão. Salazar não gostava ou pactuava com o comunismo. Conhecendo a realidade soviética e a utopia deste regime político, além do seu anti-clericalismo, considerava os comunistas subversivos, e por tal, fazia questão de erradicar esse "mal", pois a defesa do povo e da nação, a seu entender, estavam em causa e eram uma prioridade...
É curioso que Álvaro Cunhal, que se opunha ao regime de Salazar, no entanto pactuava com o de Estaline que era muito mais déspota, além de que a KGB não era mesmo para brincadeiras, e sabe-se agora que este ditador, tem o recorde do mundo de assassinatos dentro do próprio país... tudo em nome da liberdade e da igualdade...
Também Pombal tinha a sua polícia política, era a Inquisição, que tão bem soube trazer para o seu lado, colocando-a a seu serviço e manipulada pelos seus... os inúmeros autos de fé que levaram ao cadafalso milhares de inocentes, são a vergonha da humanidade, e só foi extinta em 1821 com o liberalismo...
É comum dizer que no tempo de Salazar havia muita pobreza em Portugal, o que era sem dúvida verdade, mas o País já na altura era pobre e não havia muita riqueza para distribuir, isto depois da riqueza ter sido depauperada pelos sucessivos governos que se instalaram no poder desde 1834... Portugal "estava de tanga"... e ainda hoje está, pois segundo dados oficiais do INE, temos hoje cerca de 30% da população a viver no limiar da pobreza...
Outro mito que se instalou e não tenho maneira de contrapor, era o atraso português em relação à Europa... Salazar deixou Portugal com um atraso de trinta anos!! Seria indesculpável se hoje, e segundo os debates televisivos animados por especialistas em economia e sociedade, não tivéssemos um atraso de cinquenta a cem anos em relação ao "velho continente"... é caso para pensar no que têm feito os nossos ilustres governantes desde 1974... onde foram parar as fortunas injectadas pela União Europeia, para o desenvolvimento??
A corrupção não era permitida por Salazar, e se alguém se atrevesse sequer a roubar um chupa-chupa, seria exemplarmente condenado, nos dias de hoje e segundo uma notícia recente de um jornal diário, apenas 5% dos corruptos chegam à barra do tribunal...
Uma coisa que distinguiu Oliveira Salazar de todos os outros governantes, foi a seriedade! Como todos sabemos, este senhor nunca enriqueceu com o poder que lhe foi dado, nem tão pouco permitia que alguém o fizesse sem legitimidade! Salazar apenas permitia duas características aos seus colaboradores: honestidade e competência! Um exemplo que se hoje fosse seguido, não estaríamos no buraco em que nos encontramos, nem nunca o FMI teria posto os pés (ou as mãos) em solo português... disso ninguém pode duvidar, ou pôr em causa...
À semelhança de Pombal, Salazar promovia e potenciava os monopólios, achava certamente (e erradamente) que a centralização económica e a falta de concorrência favoreciam além de certos grupos financeiros, os mercados e os consumidores... chegando ao ponto de criar uma licença de isqueiro para proteger a Sociedade nacional de Fósforos, o que visto à lupa da realidade, era mais uma ridícula medida... no entanto, hoje como fotógrafo, necessito de uma licença para usar um tripé nas ruas de Lisboa, por ocupação de espaço público... parece que estes gajos não aprenderam nada com o passado...
Os monopólios de Pombal visavam enriquecer algumas empresas por ele criadas, e entregues aos seus amigos e familiares... o nepotismo ao mais alto nível... embora também dessem a ganhar algum dinheiro à coroa portuguesa,a quem ele supostamente servia.
Pombal ficou na história por ter construído Lisboa, embora se tenha cingido à baixa pombalina e tenha ficado com os melhores talhões e distribuído os restantes entre a sua família e amigos... Salazar construiu o Restelo, Campo de Ourique, Avenidas Novas, Benfica, Campolide, Olivais, etc...
Na periferia construiu a Amadora, Almada e quase todos os subúrbios da capital, distribuindo-o por várias classes sociais miscigenizando-as ... ainda restaurou património um pouco por todo o País... malandro... tirano... da corda, esse ditador... até parece um socialista!!!
Foi a última vez que tivemos um governante que se preocupou com a recuperação e reabilitação do nosso património histórico. O que teria sido do castelo de Guimarães ou dos Paços do Duque se não fosse a sua intervenção, os imensos castelos e estruturas históricas...
Nas obras públicas destacam-se os portos de Sines e de Lisboa, auto estradas, tribunais, escolas e universidades, pontes sobre o Tejo e Douro, aeroportos, Estádio Nacional e um sem fim de infra-estruturas que ainda hoje se podem desfrutar na sua plenitude.
Salazar sabia que a arquitectura era uma forma de cultura e um espelho da nação, soube através dela explorar o patriotismo promovendo até as aldeias... desde as cidades ao Portugal profundo, nada foi deixado ao acaso ou ao esquecimento, como não se verifica hoje em dia... Portugal, para os governantes de hoje, é apenas Lisboa e um pouco do Porto... Ah!!! e "Allgarve" para ir a banhos...
A arquitectura modernista do estado novo foi a última vez que Portugal teve uma identidade arquitectónica... houve um batalhão de arquitectos e engenheiros que embelezaram o País, contribuindo para a cultura portuguesa com um sem fim de novas construções ao nível do melhor que se fazia em todo o mundo.
Nomes como Cristino da Silva, Cassiano Branco, Pardal Monteiro, Faria da Costa, Artur de Andrade, Januário Godinho, Cottinelli Telmo, entre muitos outros, marcaram Portugal com obras arquitectónicas que ainda hoje nos enchem de orgulho...
Em contraponto temos hoje uma arquitectura que não só perdeu a identidade, como também é de uma traça efémera e sem estilo definido... entre "maisons" e "taveiradas" que depressa passam de moda, o nosso bom e verdadeiro património caiu no esquecimento...
Aquilo que foi a habitação social no tempo do estado novo, é hoje valorizado em termos imobiliários, como habitação de luxo... a prová-lo podemos tentar comprar uma casa nos bairros de Belém, Caselas, Actores de Benfica, Campolide, Olivais... e comparar com os valores dos bairros sociais de agora...
Por acreditar no potencial português, nas suas colónias e ciente das suas riquezas, manteve-se orgulhosamente só, contrariando aquilo que seria sensato, que seria devolver aos povos autóctones após mais de quinhentos anos de exploração as províncias ultramarinas... no seu entender essas províncias eram parte de Portugal, legitimamente colonizadas pelos nossos antepassados...
Embora a realidade fosse diferente, Salazar teimou em manter a autoridade sobre esses territórios, o que o conduziu a uma sangrenta guerra que muitas vidas ceifou... no entanto ainda hoje não demos autonomia aos Açores e Madeira, que tantas vezes a reivindicaram... a lógica aqui é diferente??
Como é evidente onde havia população que foi um dia subjugada, esse território deveria ser devolvido aos legítimos povos, mas os arquipélagos de S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné foram povoados e colonizados por portugueses, que como esclavagistas que eram, para lá levaram mão de obra que acabaram por constituir a actual população...
Se o Faial foi colonizado essencialmente por flamengos deveríamos dá-los à Bélgica?? Era essa a lógica de Salazar... que me parece ter algum fundamento... por essa ordem de ideias, não deveria Gibraltar ser devolvido a Espanha e Ceuta a Marrocos??
Devemos a Pombal o início da industrialização portuguesa, pelo menos as primeiras fábricas de cerâmica, fiações (sedas e lãs), cortumes, região demarcada do Douro, etc...
Mas a Salazar devemos uma indústria sólida que foi vandalizada após a entrada na União Europeia por alguém que decidiu que Portugal seria um País de serviços... e hoje continuam as falência a um ritmo preocupante... e pouco ou quase nada se produz.
Também no plano diplomático, Pombal teve um papel importante. Não só tentou a todo o custo manter-se neutro na Guerra dos Sete Anos (o que não conseguiu), como encetou negociações e tratados comerciais com os mais importantes países europeus fomentando as exportações, e por conseguinte equilibrou a balança comercial.
Salazar conseguiu manter a neutralidade na Guerra Civil de Espanha, tal como na segunda Grande Guerra, no seu governo entrámos para a EFTA, ONU e NATO, ainda que nos tivéssemos mantido orgulhosamente sós...
Os nossos últimos governos desde 1974 trouxeram três vezes o FMI, e ultimamente o BCE e a Comissão Europeia... um feito diplomático inigualável...
Após a expulsão e perseguição dos jesuítas, Pombal instituiu o Colégio dos Nobres e reformulou todo o sistema de ensino, colocando Portugal na vanguarda do ensino ao nível europeu. Começando pelos Estudos Menores e seguindo com novos cursos universitários de Matemática e Filosofia Natural, além de estudos jurídicos, foi notável o avanço que o ensino conheceu durante o seu governo.
Já Salazar, instituiu a escolaridade obrigatória abrindo escolas em todos os cantos e recantos do País, proliferaram os Liceus e Escolas Industriais, além de ter fundado novas universidades e ampliado as então existentes...
Hoje fecham-se escolas e abrem-se cursos de "novas oportunidades", cujos fins se têm demonstrado inócuos e demagógicos, sem nada ou ninguém servir, e reduziram-se com o Tratado de Bolonha os cursos superiores, tirando-lhes a devida credibilidade e idoneidade.
Pombal promoveu a emigração massiva para o Brasil, que era então uma colónia portuguesa, criando novas fortunas que encontraram trabalho e oportunidades nas terras de Vera Cruz.
Durante o governo de Salazar, houve vagas de emigração de uma população empobrecida que procurou trabalho em vários países Europeus, enfrentando as intempéries de uma viagem a "salto" em busca de uma vida melhor do que a que tinham em terras lusitanas, e levando Portugal a perder uma boa parte da população activa, essencialmente ao nível do proletariado e trabalho rural.
Nos últimos governos da república, deu-se uma das maiores vagas de emigração, levando até os próprios emigrantes a regressar aos países de origem, além de termos perdido a camada mais jovem e com a maior formação académica até hoje conseguida... uma fuga de cérebros que dificilmente regressará.
No âmbito da saúde pública, Salazar edificou dois hospitais escola, maternidades e centros de saúde, que são hoje compulsivamente fechados em nome de uma economia que nos levou à bancarrota.
Concluindo esta comparação fundamentada por factos históricos, peço encarecidamente ao Sebastião José e ao António, que reencarnem rápidamente e ajudem estes governos da república a orientar o nosso País, que tanto tem passado e penado nestes últimos anos de democracia...
Com muita LUZ vos desejo um Portugal melhor...
Não sou fascista, saudosista, nem tão pouco simpatizo com nenhum partido, pois considero que todos eles são responsáveis pelo descalabro deste País à beira mar arruinado... julgo que sou humanista, pois sou apologista da justiça e da igualdade, tal como sou da verdade, mas sou nacionalista e ainda acredito em Portugal e nos portugueses!
No entanto e em nome da verdade histórica, irei estabelecer paralelos de comparação para que se possa melhor compreender esta figura de estado que governou Portugal durante quase quarenta anos... o Dr. António de Oliveira Salazar.
Em primeiro lugar, e para o melhor julgar, é necessário inseri-lo numa época em que Portugal estava num caos social bem maior do que vivemos agora, o rescaldo da Primeira República e da Ditadura Militar.
Ao contrário do que se esperava, foi o período de maior instabilidade política que este País já conheceu e era necessário um "pulso de ferro" para reorganizar as contas públicas e a sociedade.
Para tal, a única solução possível, era governar em autocracia evitando desse modo que o poder se fraccionasse e se inviabilizasse a tão desejada recuperação, o que conseguiu ao fim de um ano, feito conseguido apenas três vezes, desde o reinado de D. Maria I, um equilíbrio do orçamento de estado...
O contexto político que o levou Salazar ao poder, era o de um "messias", um salvador da pátria, uma vez que esta estava de rastos pelas inúmeras guerras de poder que a república promoveu em nome da democracia, para acabar com essas guerras era urgente acabar com a "democracia", que promovia e inviabilizava a estabilidade de Portugal em nome das eminências pardas que então governavam... acabando com a já citada "democracia", acabavam as tais guerras de poder, e poder-se-ia governar... era preciso um homem sério e a sério, para tomar as rédeas e "pegar o touro pelos cornos"... Salazar foi na altura a salvação.
Outro governante que é hoje celebrizado como um verdadeiro herói da nação é Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, em boa parte promovido na história por Oliveira Salazar, que sempre se empenhou em salutar, como manobra de propaganda, os grandes portugueses, enaltecendo deste modo o patriotismo que tanta falta fazia.
Irei aqui comparar um "herói" e um "vilão", tal como os sistemas da actualidade para melhor poder tirar conclusões, sem esquecer os contextos históricos e temporais. Para ser o mais isento possível, entrevistei várias pessoas de diferentes extractos sociais, culturais e etários, desde um hortelão de Chelas, antigos militares, um velho taxista de praça, funcionários públicos, historiadores, gente comum e da "velha nobreza"... e as opiniões foram consistentes e constantes... Salazar foi um homem de Estado que nos soube conduzir com honestidade, embora com alguma austeridade e manteve-se demasiado tempo no poder, tendo sido ultrapassado politicamente.
Por ter governado sem oposição, e ter sido promovido por António Ferro, a quem foi confiado o Secretariado da Propaganda Nacional, é hoje conhecido por "Ditador"... assumindo que um governo autocrático é uma ditadura, esse epíteto cabe-lhe na perfeição, no entanto se atendermos a actuação de outros conhecidos ditadores, tais como: Estaline, Hitler, Mussolini, Mao Tsé Tung, Polt Pot, Pinochet, Ferdinando Marcos, Sadam Houssein, etc, etc... concluímos que Salazar era um "ditador softcore"... um "menino do coro"... seria mais justo chamar-lhe "paternalista nacional", uma vez que era a nação e o seu bom funcionamento que mais lhe interessava e preocupava.
Salazar era um português que acreditava em Portugal, e não gostava ou sequer permitia "agentes subversivos" que pudessem "contaminar" a sociedade, por isso não dava tréguas aos idealistas que o confrontavam, atitude essa que o levou a cometer injustiças e a dominar os meios de comunicação... a censura no tempo do Salazar era tão austera que se tornou ridícula, chegando ao ponto de censurar o Fado "Maria Madalena", por esta ser considerada uma prostituta... pois é... tudo o que é demais faz mal, e nisso o "ditador" exagerou, como em tantas outras coisas...
... mas a censura ainda hoje acontece e vivemos em plena democracia... quem não se lembra do caso do Semanário Sol com a reportagem do Freeport, da tentativa de aquisição da TVI, a perseguição ao professor Charrua entre outros tristes episódios? Não serão também casos de censura e manipulação de informação? Não é que seja a favor de qualquer caso de obstrução à verdade, mas o facto é que continua a acontecer, e sempre aconteceu e acontecerá... mesmo numa suposta democracia que hoje vivemos...
Já Pombal, criou a Real Mesa Censória, que controlava e limitava toda a informação impressa em Portugal e tudo o que colidisse com a sua política teria que se haver com a "justiça"...
Eu, pela minha parte, instituí em minha casa uma censura à poluição intelectual, não permitindo que programas de televisão estupidificantes façam mazelas nos neurónios dos meus filhos: Morangos, Gordos, Splashes, Big Brothers e muitos outros que tais, não entram em minha casa!!!! São subversivos!!!! Será isto censura?? Apenas quero proteger os meus filhos da imbecilidade e dar-lhes algo melhor para pensar e distrair...
Um dos argumentos que mais condena o Estado Novo, é o facto de ter tido uma polícia política, a famigerada PIDE, que perseguiu e levou muita gente ao exílio e à prisão. Salazar não gostava ou pactuava com o comunismo. Conhecendo a realidade soviética e a utopia deste regime político, além do seu anti-clericalismo, considerava os comunistas subversivos, e por tal, fazia questão de erradicar esse "mal", pois a defesa do povo e da nação, a seu entender, estavam em causa e eram uma prioridade...
É curioso que Álvaro Cunhal, que se opunha ao regime de Salazar, no entanto pactuava com o de Estaline que era muito mais déspota, além de que a KGB não era mesmo para brincadeiras, e sabe-se agora que este ditador, tem o recorde do mundo de assassinatos dentro do próprio país... tudo em nome da liberdade e da igualdade...
Também Pombal tinha a sua polícia política, era a Inquisição, que tão bem soube trazer para o seu lado, colocando-a a seu serviço e manipulada pelos seus... os inúmeros autos de fé que levaram ao cadafalso milhares de inocentes, são a vergonha da humanidade, e só foi extinta em 1821 com o liberalismo...
É comum dizer que no tempo de Salazar havia muita pobreza em Portugal, o que era sem dúvida verdade, mas o País já na altura era pobre e não havia muita riqueza para distribuir, isto depois da riqueza ter sido depauperada pelos sucessivos governos que se instalaram no poder desde 1834... Portugal "estava de tanga"... e ainda hoje está, pois segundo dados oficiais do INE, temos hoje cerca de 30% da população a viver no limiar da pobreza...
Outro mito que se instalou e não tenho maneira de contrapor, era o atraso português em relação à Europa... Salazar deixou Portugal com um atraso de trinta anos!! Seria indesculpável se hoje, e segundo os debates televisivos animados por especialistas em economia e sociedade, não tivéssemos um atraso de cinquenta a cem anos em relação ao "velho continente"... é caso para pensar no que têm feito os nossos ilustres governantes desde 1974... onde foram parar as fortunas injectadas pela União Europeia, para o desenvolvimento??
A corrupção não era permitida por Salazar, e se alguém se atrevesse sequer a roubar um chupa-chupa, seria exemplarmente condenado, nos dias de hoje e segundo uma notícia recente de um jornal diário, apenas 5% dos corruptos chegam à barra do tribunal...
Uma coisa que distinguiu Oliveira Salazar de todos os outros governantes, foi a seriedade! Como todos sabemos, este senhor nunca enriqueceu com o poder que lhe foi dado, nem tão pouco permitia que alguém o fizesse sem legitimidade! Salazar apenas permitia duas características aos seus colaboradores: honestidade e competência! Um exemplo que se hoje fosse seguido, não estaríamos no buraco em que nos encontramos, nem nunca o FMI teria posto os pés (ou as mãos) em solo português... disso ninguém pode duvidar, ou pôr em causa...
À semelhança de Pombal, Salazar promovia e potenciava os monopólios, achava certamente (e erradamente) que a centralização económica e a falta de concorrência favoreciam além de certos grupos financeiros, os mercados e os consumidores... chegando ao ponto de criar uma licença de isqueiro para proteger a Sociedade nacional de Fósforos, o que visto à lupa da realidade, era mais uma ridícula medida... no entanto, hoje como fotógrafo, necessito de uma licença para usar um tripé nas ruas de Lisboa, por ocupação de espaço público... parece que estes gajos não aprenderam nada com o passado...
Os monopólios de Pombal visavam enriquecer algumas empresas por ele criadas, e entregues aos seus amigos e familiares... o nepotismo ao mais alto nível... embora também dessem a ganhar algum dinheiro à coroa portuguesa,a quem ele supostamente servia.
Pombal ficou na história por ter construído Lisboa, embora se tenha cingido à baixa pombalina e tenha ficado com os melhores talhões e distribuído os restantes entre a sua família e amigos... Salazar construiu o Restelo, Campo de Ourique, Avenidas Novas, Benfica, Campolide, Olivais, etc...
Na periferia construiu a Amadora, Almada e quase todos os subúrbios da capital, distribuindo-o por várias classes sociais miscigenizando-as ... ainda restaurou património um pouco por todo o País... malandro... tirano... da corda, esse ditador... até parece um socialista!!!
Foi a última vez que tivemos um governante que se preocupou com a recuperação e reabilitação do nosso património histórico. O que teria sido do castelo de Guimarães ou dos Paços do Duque se não fosse a sua intervenção, os imensos castelos e estruturas históricas...
Nas obras públicas destacam-se os portos de Sines e de Lisboa, auto estradas, tribunais, escolas e universidades, pontes sobre o Tejo e Douro, aeroportos, Estádio Nacional e um sem fim de infra-estruturas que ainda hoje se podem desfrutar na sua plenitude.
Salazar sabia que a arquitectura era uma forma de cultura e um espelho da nação, soube através dela explorar o patriotismo promovendo até as aldeias... desde as cidades ao Portugal profundo, nada foi deixado ao acaso ou ao esquecimento, como não se verifica hoje em dia... Portugal, para os governantes de hoje, é apenas Lisboa e um pouco do Porto... Ah!!! e "Allgarve" para ir a banhos...
A arquitectura modernista do estado novo foi a última vez que Portugal teve uma identidade arquitectónica... houve um batalhão de arquitectos e engenheiros que embelezaram o País, contribuindo para a cultura portuguesa com um sem fim de novas construções ao nível do melhor que se fazia em todo o mundo.
Nomes como Cristino da Silva, Cassiano Branco, Pardal Monteiro, Faria da Costa, Artur de Andrade, Januário Godinho, Cottinelli Telmo, entre muitos outros, marcaram Portugal com obras arquitectónicas que ainda hoje nos enchem de orgulho...
Em contraponto temos hoje uma arquitectura que não só perdeu a identidade, como também é de uma traça efémera e sem estilo definido... entre "maisons" e "taveiradas" que depressa passam de moda, o nosso bom e verdadeiro património caiu no esquecimento...
Aquilo que foi a habitação social no tempo do estado novo, é hoje valorizado em termos imobiliários, como habitação de luxo... a prová-lo podemos tentar comprar uma casa nos bairros de Belém, Caselas, Actores de Benfica, Campolide, Olivais... e comparar com os valores dos bairros sociais de agora...
Por acreditar no potencial português, nas suas colónias e ciente das suas riquezas, manteve-se orgulhosamente só, contrariando aquilo que seria sensato, que seria devolver aos povos autóctones após mais de quinhentos anos de exploração as províncias ultramarinas... no seu entender essas províncias eram parte de Portugal, legitimamente colonizadas pelos nossos antepassados...
Embora a realidade fosse diferente, Salazar teimou em manter a autoridade sobre esses territórios, o que o conduziu a uma sangrenta guerra que muitas vidas ceifou... no entanto ainda hoje não demos autonomia aos Açores e Madeira, que tantas vezes a reivindicaram... a lógica aqui é diferente??
Como é evidente onde havia população que foi um dia subjugada, esse território deveria ser devolvido aos legítimos povos, mas os arquipélagos de S. Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné foram povoados e colonizados por portugueses, que como esclavagistas que eram, para lá levaram mão de obra que acabaram por constituir a actual população...
Se o Faial foi colonizado essencialmente por flamengos deveríamos dá-los à Bélgica?? Era essa a lógica de Salazar... que me parece ter algum fundamento... por essa ordem de ideias, não deveria Gibraltar ser devolvido a Espanha e Ceuta a Marrocos??
Devemos a Pombal o início da industrialização portuguesa, pelo menos as primeiras fábricas de cerâmica, fiações (sedas e lãs), cortumes, região demarcada do Douro, etc...
Mas a Salazar devemos uma indústria sólida que foi vandalizada após a entrada na União Europeia por alguém que decidiu que Portugal seria um País de serviços... e hoje continuam as falência a um ritmo preocupante... e pouco ou quase nada se produz.
Também no plano diplomático, Pombal teve um papel importante. Não só tentou a todo o custo manter-se neutro na Guerra dos Sete Anos (o que não conseguiu), como encetou negociações e tratados comerciais com os mais importantes países europeus fomentando as exportações, e por conseguinte equilibrou a balança comercial.
Salazar conseguiu manter a neutralidade na Guerra Civil de Espanha, tal como na segunda Grande Guerra, no seu governo entrámos para a EFTA, ONU e NATO, ainda que nos tivéssemos mantido orgulhosamente sós...
Os nossos últimos governos desde 1974 trouxeram três vezes o FMI, e ultimamente o BCE e a Comissão Europeia... um feito diplomático inigualável...
Após a expulsão e perseguição dos jesuítas, Pombal instituiu o Colégio dos Nobres e reformulou todo o sistema de ensino, colocando Portugal na vanguarda do ensino ao nível europeu. Começando pelos Estudos Menores e seguindo com novos cursos universitários de Matemática e Filosofia Natural, além de estudos jurídicos, foi notável o avanço que o ensino conheceu durante o seu governo.
Já Salazar, instituiu a escolaridade obrigatória abrindo escolas em todos os cantos e recantos do País, proliferaram os Liceus e Escolas Industriais, além de ter fundado novas universidades e ampliado as então existentes...
Hoje fecham-se escolas e abrem-se cursos de "novas oportunidades", cujos fins se têm demonstrado inócuos e demagógicos, sem nada ou ninguém servir, e reduziram-se com o Tratado de Bolonha os cursos superiores, tirando-lhes a devida credibilidade e idoneidade.
Pombal promoveu a emigração massiva para o Brasil, que era então uma colónia portuguesa, criando novas fortunas que encontraram trabalho e oportunidades nas terras de Vera Cruz.
Durante o governo de Salazar, houve vagas de emigração de uma população empobrecida que procurou trabalho em vários países Europeus, enfrentando as intempéries de uma viagem a "salto" em busca de uma vida melhor do que a que tinham em terras lusitanas, e levando Portugal a perder uma boa parte da população activa, essencialmente ao nível do proletariado e trabalho rural.
Nos últimos governos da república, deu-se uma das maiores vagas de emigração, levando até os próprios emigrantes a regressar aos países de origem, além de termos perdido a camada mais jovem e com a maior formação académica até hoje conseguida... uma fuga de cérebros que dificilmente regressará.
No âmbito da saúde pública, Salazar edificou dois hospitais escola, maternidades e centros de saúde, que são hoje compulsivamente fechados em nome de uma economia que nos levou à bancarrota.
Concluindo esta comparação fundamentada por factos históricos, peço encarecidamente ao Sebastião José e ao António, que reencarnem rápidamente e ajudem estes governos da república a orientar o nosso País, que tanto tem passado e penado nestes últimos anos de democracia...
Com muita LUZ vos desejo um Portugal melhor...
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