quinta-feira, 19 de maio de 2016

Homenagem ao Monumento Desconhecido



Meus caros amigos, companheiros, compinchas, camaradas (de armas) e fiéis seguidores...

Sendo que uma das maiores honras concedidas a um cidadão português, é estar representado no Panteão Nacional, venho-vos anunciar que me foi concedido esse privilégio, mas ainda VIVO!

No próximo dia 2 de Junho, pelas 18.30h, inaugurarei a XXIX exposição Ruin'Arte, "Homenagem ao Monumento Desconhecido".

Conto com a vossa presença para iluminar este espaço... até lá e muita LUZ.

Gastão de Brito e Silva

quinta-feira, 5 de maio de 2016

A Assombração da Especulação e a Rentrabilidade da Propriedade.

 
O património imobiliário e a economia andam de mãos dadas, são até reflexo um do outro
e vivem um do outro. Cada vez que há uma crise financeira, o mercado imobiliário é o
primeiro a ser atingido, e, normalmente muitas destas crises são ditadas por este mesmo
mercado, que como todos, é gerido entre a oferta e procura e pelo "cancro" da
especulação.
A especulação do mercado imobiliário é de longe a mais grave, pois os valores
envolvidos, além de astronómicos, são um entrave para o desenvolvimento de qualquer
projecto por lhe retirar a rentabilidade e competitividade.
Quantas empresas e famílias dedicam a maior parte do seu rendimento a rendas e
empréstimos para poderem ter um tecto? Sendo a habitação ou instalações um bem de
primeira necessidade para manter uma família ou negócio, não é lógico que esta
necessidade sonegue o orçamento de outras tão prementes, estrangulando por
consequência o crescimento saudável de todo um País.
Como agravante, a especulação é responsável por falências e pela desvalorização de
investimentos que nunca serão rentáveis.
Os valores praticados em zonas nobres de grandes cidades, empurram as gerações mais
novas para a periferia, condenando não só a população a um envelhecimento, como à
ruína e abandono de muitos edifícios. Já fui testemunha de casos em que o valor de uma
ruína num centro urbano, excedia cinco vezes o valor de um castelo no Vale do Loire...
isto é especulação!
Poderemos afirmar com segurança, que a especulação imobiliária, é o principal entrave
ao desenvolvimento de um País e característico de "terceiromundismo", devemos
combater este flagelo com todas as armas políticas
Também o património imobiliário é um retrato de uma Nação. Nele se espelha a cultura de
um País, tal como a economia e desenvolvimento, não só pelos estilos e qualidade, como
acima de tudo pelo seu estado de conservação. Na arquitectura nos distinguimos de
outros povos e nela nos revimos com orgulho nacional, são vários os exemplos de
monumentos e edifícios portugueses classificados e até elevados a património da
humanidade, infelizmente nem sempre em bom estado de conservação.
É indesculpável, que muitos edifícios definhem à vista de todos sem que haja alguém que
aja. Qualquer edifício decadente deve ser restaurado ou demolido, pois é uma ameaça à
economia, sociedade, ambiente e acima de tudo, de saúde pública.
Um edifício em ruínas desvaloriza por contaminação ambiental, toda uma rua ou até
mesmo um bairro. Tal como a sua recuperação, certamente também se fará sentir na
melhoria de qualquer localidade.
Ninguém que tenha uma propriedade em ruínas, tem o direito de atrasar a economia e
sociedade, se há um direito à propriedade, é inerente que haja um dever.
Embora qualquer edifício pertença a alguém por legítima escritura, a sua verdadeira
posse é colectiva. A partir do momento em que um ambiente social seja degradado por
contaminação de uma ruína, todos os cidadãos têm o direito de exigir a sua recuperação
e nenhum proprietário, por ganância ou desleixo, tem o direito de atrasar a sociedade!
Segundo um estudo feito pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto,
apoiado em dados do INE, existem em Portugal cerca de milhão e meio de habitações
devolutas, cujo orçamento para a sua recuperação atingem os trinta e nove mil milhões de
euros, se colocarmos a hipótese desse bolo imobiliário valer o mesmo que a sua
recuperação, com facilidade atingimos os valores que a Troika injectou na nossa
economia, ou seja, se explorássemos tudo o que temos abandonado, e Troika nada tinha
cá vindo fazer, além de acabarmos de vez com o desemprego e melhorar
exponencialmente a nossa qualidade de vida.
Qualquer edifício pode ser rentabilizado, mais que não seja de uma forma colateral. Com
certeza que a rentabilidade tem forçosamente de ser ponderada em qualquer projecto, e
nesse sentido, antes de recuperar alguma coisa, deve ser feito um estudo de mercado ou
uma consultoria, garantindo assim a viabilidade do investimento.
Por vezes o maior retorno não é financeiro, mas na economia se reflectirá. Imaginemos
que a recuperação de determinado monumento será rentabilizada com a venda de
bilhetes... será uma espera e um desespero... mas se tirarmos partido dos visitantes que
este local possa atrair, toda a economia será estimulada.
Ao devolvermos a dignidade a um edifício, estamos em simultâneo a devolver a dignidade
a uma população, por conseguinte tudo se valorizará neste ambiente social... isso sim, é
rentabilidade!
Quando um edifício histórico ou carismático é recuperado com fins imobiliários, parte do
seu sucesso comercial está garantido. A associação ao seu estatuto, será o seu
marketing, oferecendo aos clientes uma aura social imediata.
Muitas vezes estas recuperações (se não forem contaminadas pela especulação ou por
danos irreversível à índole do edifício em questão), são uma "aposta ganha" em que
qualquer investidor terá interesse. Infelizmente e por vezes, estas "apostas" esbarram em
autênticos entraves "burrocráticos" que condenam de imediato a vontade de investir, além
do esperado retorno em prazos viáveis. Todos os profissionais envolvidos nestes
projectos devem ser por isso, escolhidos entre os melhores garantido à partida o sucesso.
Cabe-nos como membros de uma sociedade evoluída, dinamizá-la em pleno e em todos
os seus planos aproveitando o legado dos nossos avós, dando assim um bom exemplo e
preparando o futuro dos nossos egrégios netos.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Portugal Cem Ruínas


 
Caros amigos, confrades, compatriotas, e fiéis seguidores

Fomos honrados pela Fundação Manuel António da Mota, com a oportunidade de realizar a maior exposição de fotografia de património abandonado que este nosso projecto testemunhou.

"Portugal Cem Ruínas" é uma mostra transversal do pior do melhor que temos em Portugal. Uma selecção de cem edifícios que marcaram a nossa história e, que numa cadência decadente perderam a sua glória.

A XXIXª Exposição Ruin'Arte, apresenta-se agora com uma colecção ampliada, impressa em papel Hahnemühle FineArt, e emoldurados pela Felisberto Oliveira, Lda, em grandes formatos.

Haverá uma visita guiada e uma palestra, além de uma grande dose de boa disposição.

Conto com a vossa massiva presença no próximo dia 14, pelas 18.30h na Fundação Manuel António da Mota, Praça do Bom Sucesso, 74-90, piso 1, 4150-146 Porto.

Bom ano, bem hajam e muita LUZ

Gastão de Brito e Silva


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

"RuHino" Nacional


Desde o início deste nosso projecto que tentamos fazer chegar uma mensagem positiva, patriótica e filantrópica, pois são os valores que nos conduzem a evoluir como seres humanos, melhorando o País onde vivemos, preservando o seu melhor e denunciando o seu pior... por isso aqui faço uma breve dissertação sobre o nosso património e a portugalidade, pois deles depende o nosso presente, projectando o nosso futuro, preservando o passado.
Portugal é um País rico em história e em património, material e imaterial. O seu mais valioso património é sem dúvida o Humano, que além de ter construído e mantido com grandes e heróicos feitos este belo canto à beira mar plantado durante uma saga de quase novecentos anos, desenvolveu uma maneira própria de estar e de ser na Europa e no mundo, distinguindo-se pelas suas gentes e culturas.
A Cultura portuguesa contribuiu para a identidade de um povo enaltecendo o patriotismo, lembrando-nos dos seus feitos e virtudes, sendo por isso um motivo de orgulho para todos nós consolidando-nos como nação.
Esta nação é unida pelo seu património, que é exaltado a viva voz pelos seus mais significantes símbolos que nos enchem de júbilo e nos dão alento para continuar a enfrentar as diárias intempéries que nos têm castigado ao longo do tempo.
A bandeira e toda a sua simbologia, que quando hasteada e drapeando ao vento, leva o nosso imaginário a idealizar um cenário de verdes campos lavrados e regados com o sangue das batalhas que garantiram a nossa independência, o escudo das quinas e a esfera armilar que ainda estão presentes nos quatro cantos do mundo e afirmando a sua expansão que ainda hoje está impregnada na nossa alma, é o nosso ADN...
Também a língua portuguesa é um dos mais valiosos patrimónios, que sendo uma das mais faladas a nível mundial, transporta a nossa cultura além fronteiras elevando e levando o nosso cunho a todos os continentes.
A escrita é indissociável da língua que está a ser vítima de um autêntico atentado de lesa cultura e lesa Pátria pelo horroroso e subversivo AO 90, que nos lesará e levará o intelecto dos nossos descendentes aos mais inferiores patamares da evolução cultural, um crime que deveria ser punido em praça pública e deixará uma marca indelével nas futuras gerações.
O património arquitectónico, sendo o único que se materializa nas nossas paisagens, e é o testemunho de várias correntes artísticas, culturais, e até regionais que através dos tempos no foi legado pelos nossos avós, que desperdiçamos todos os dias essa forma de cultura, que além de divisas nos traz uma identidade e consequente patriotismo, este é diariamente relegado para um limbo infernal, e deitará a perder a história, memória e glória deste antigo povo que tanto fez para o erigir e manter.

O Hino Nacional é outra marca que nos une com toda a coesão e nos orgulhamos de o cantar de pé! O Hino de Portugal é uma marcha inspirada na "Marselhesa", foi composta por Alfredo Keil e letrado por Henrique Lopes de Mendonça, que aquando o Ultimato Britânico e em grito de revolta republicana compuseram tão heróica partitura, tendo sido adoptado no dia 17 de Novembro de 1910, e é referido como o 11º artigo da constituição.

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!
Infelizmente este hino é papagueado como a maior parte dos católicos papagueiam o "Pai Nosso", sem sequer depreender o seu sentido e menos ainda, sem colocar em prática o seu conteúdo... senão vejamos:
Se somos heróis do mar, porque é que em terra não praticamos o mesmo heroísmo? É na nossa terra que devemos ser heróis, pelo trabalho, ideias e ideais, pela perseverança e pela esperança de sermos todos os dias melhores... isso sim,  faria de nós heróis!
Nobre povo? Dentro da actual conjuntura cultural e económica, seria mais justo dizer Pobre Povo! Com perto de 30% de portugueses no limiar da pobreza, culturalmente atrasados e todos os dias intelectualmente depauperados, pelo lixo que nos impingem na maior parte dos órgãos de comunicação social, os danos neuronais que provocam, entorpecem a capacidade de raciocínio e de discernimento do mais comum mortal.
 
Portugal e os portugueses nunca poderão evoluir enquanto uma "Casa dos Segredos", uma novela barata ou um ridículo "talk show" sejam líderes de audiências, quando um estádio de futebol for uma prioridade, e enquanto um Mercedes ou BMW se sobrepõe à saúde e à cultura... muito teremos que fazer para evoluir, pois o tempo e meios perdidos em futilidades e nulidades empobrece-nos ainda mais, e a um ritmo alucinante!
 
Nação valente? Creio que indolente descreva melhor a maneira de estar de boa parte dos nossos compatriotas... entre o eterno "sebastianismo" e o "deixa andar", a corrupção e o "desenrascanço", tudo serve para nos enterrar ainda mais.
Imortal? Com o património, a escrita e a língua a serem brutalmente assassinados, parece-me um exagero esta expressão... pois estes símbolos estão a morrer e a matar a nossa nação! Sem eles a morte do país está garantida e a curto prazo. Há que os ressuscitar, e depressa!
 
Levantai hoje de novo, o esplendor de Portugal... desde 1974 que todos os governos "tentaram" sem sucesso e com muita "democracia" esse feito, que além de ser mais uma falácia, é sem dúvida a mais pura demagogia...e barata! Vivendo numa Europa civilizada que se levantou de duas guerras mundiais, como é que ainda temos cicatrizes do terramoto de 1755? Porque é que os centros históricos são abandonados e florescem mamarrachos? O interior do País desertificado e campos por cultivar... Será isso o tal esplendor? Só uma mente "chauvinista" dá razão a tão bonita expressão.
Entre as brumas da memória, Ó Pátria, sente-se a voz, Dos teus egrégios avós... coitados dos nossos avós, que nos legaram um País com "P" e com certeza que as suas vozes são apenas gritos mudos que ecoam nas ruínas por todo o país espalhadas... seremos aliás egrégios netos? E quando formos avós, seremos lembrados como decrépitos, a avaliar pelo estado do estado... só mesmo entre as brumas da memória é que se pode visualizar esse cenário.
Às armas, às armas... é difícil lutar com paus e pedras, pois são as armas que nos restam, além de alguma verborreia... a constante demagogia de todos os governos da república faz-nos crer que recorrendo a armas que não sejam idoneidade e trabalho, podem ainda combater e vencer uma guerra que é contra o desemprego e pobreza.
Pela Pátria lutar... lutar e labutar, se a Pátria deixar... a maior parte dos nossos cérebros vai lutar para pátrias alheias sem sequer ter vontade de voltar... apenas alguns valorosos resistentes se dedicam a esta causa, que é lutar por Portugal! É muitas vezes uma tarefa inglória para quem todos os dias "arregaça as mangas" e nem um ordenado mínimo consegue... mas sendo pela Pátria valerá certamente a pena, pois é de todas as causas, a mais nobre!
Contra os canhões marchar, marchar! Hoje não se marcha contra canhões, é uma estratégia militar que está obsoleta desde as guerras peninsulares... mas devemos todos os dias marchar para o trabalho, para a educação, formação profissional, cultura e para a prosperidade, devemos marchar também contra a corrupção, o oportunismo, o facilitismo, o nepotismo, entre muitos outros "cancros" que se metastizaram em Portugal, para um dia sermos realmente dignos do hino que patrioticamente exaltamos quando a selecção nacional de futebol marca golos...
Serão as nossas atitudes que marcarão a diferença como um povo orgulhoso... pela Pátria e pelos nossos filhos, levantemos de novo o esplendor de Portugal!

sábado, 6 de dezembro de 2014

Constantine - A Argelina Jolie


Foi com grande surpresa que recebi recentemente uma das maiores honras que um cidadão pode aspirar...
Representar o seu País envergando a bandeira de Portugal e da União Europeia... foram duas "camisolas" que vesti com o orgulho inerente a esta ruinosa ocasião.
O convite que me foi dirigido, consistia em contribuir com o meu olhar e experiência, numa reportagem fotográfica da terceira maior cidade da Argélia, que irá em 2015, ser palco da Capital Árabe da Cultura... assim será merecidamente no próximo ano celebrizada Constantine.
Constantine foi erigida pelos cartagineses, mais tarde foi a real capital das dinastias numídas, e depois conquistada e colonizada pelos romanos que durante muitos anos a moldaram e estruturaram, o imperador Constantino crismou-a, e até aos dias de hoje preserva esta sonante marca indelével.
Esta cidade é um cenário vivo de uma fotogenia ímpar, onde as oportunidades fotográficas surgem a cada esquina e a cada momento, que aguarda o seu "congelamento" e se guarda para a eternidade.
Este nosso encontro de culturas proporcionou um enorme enriquecimento a todos os envolvidos neste projecto, que juntou duas selecções a jogar com o mesmo fim: a aproximação cultural e o saudável convívio entre dois continentes que muito têm em comum, e onde o dialecto falado era apenas fotografia, levando-nos a todos a um perfeito entendimento...
Não havia rivalidade, havia apenas duas "equipas" que se juntaram com esta agradável finalidade... fazer fotografia, dando o seu melhor e honrando o privilégio que nos foi dado, em cada dia bem passado.
Todos os fotógrafos envolvidos eram de uma suprema categoria (incluindo a minha modesta pessoa), a confraternização nesta iniciativa muito aproximou estes distantes mundos que afinal eram tão próximos.
Tanto a "equipa" argelina, como a "equipa" europeia, ambas compostas por dez elementos, estiveram à altura deste desafio que tantos nos empolgou, demonstrando um alto nível técnico, estético e diplomático, levando a cabo um excelente trabalho e desenvolvido as melhores amizades.
Não posso deixar de referir e agradecer à organização deste evento, a hospitalidade com que nos receberam, além de todos os cuidados de conforto e segurança com que nos brindaram.
Constantine é uma cidade de contrastes, onde vive e convive a tradição árabe e europeia, onde a majestosa arquitectura se funde numa urbe plena de prosperidade e decadência.
Estrategicamente situada no alto de um planalto e cercada por um profundo "canyon" que a envolve e graciosamente a abraça, numa perfeita comunhão entre a paisagem natural e a pólis.
Esta cidade terá sido uma inexpugnável fortaleza, hoje acessível por oito imponentes e graciosas pontes que a unem à sua periferia, permitindo um rápido e fácil acesso a todos os que as transpõem.
O seu riquíssimo património testemunha uma cultura ancestral cujas memórias impregnam cada pedra, e onde a tradição está presente em cada canto desta cidade encantada.
Infelizmente a sua preservação não tem sido alvo dos maiores cuidados, muito embora haja alguns edifícios bafejados pela sorte da reabilitação, cujo esplendor em breve brilhará.
Uma vez que este meu trabalho se tem concentrado no património arruinado, tomei esse mesmo tema por linha condutora, omitindo naturalmente o restante panorama, não devendo por isso ser tomado em conta como único motivo de Constantine.
Embora as ruínas sejam uma constante em Constantine, quase todas elas acabam por ser aproveitadas como decrépitas moradas onde vivem inúmeras famílias, e cujas bucólicas fachadas são alegremente pautadas por dezenas de antenas parabólicas.
A tristeza destas ruínas contrapõe-se à alegria desta amistosa população, cujas manifestações de simpatia se faziam sentir em todos os lugares e momentos que aqui vivi.
Esta cidade é fruto de uma herança árabe e romana, cuja genética  ancestralmente aqui se espelha e se espalha em todo o seu ambiente.  
Constantine foi também influenciada pela cultura gaulesa, que recentemente deixou profundas e boas marcas que se encontram presentes na arquitectura  e sociedade.
São inúmeros os edifícios que com imponência e eloquência ainda hoje testemunham  a grandiosidade desta cidade.
Também os edifícios mais humildes que constituem a malha urbana de Constantine, são riquíssimos exemplos de um exemplar património, pois é neles que mais forte bate o coração desta nobre e pobre população.
Todo o seu protagonismo e beleza se sobrepõe às mais exuberantes residências,  onde as vivências diárias destes arruamentos se comparam às mais movimentadas artérias das principais capitais.
A vida de Constantine é diariamente animada e estimulada nos becos do Cashbah, onde a genuinidade desta cidade se mantém fiel à sua própria índole.
Neste bairro os nossos cinco sentidos são estimulados por quadros, sons, paladares, toques e aromas que nos enchem de um perfeito deleite.
É um recinto em forma de labirinto onde todos passeiam e tudo se passa, onde tudo se encontra, tudo se vende, tudo se vive, tudo é graça.
A singularidade da arquitectura denuncia a cultura desta cidade, onde a pobreza e a riqueza convivem de mãos dadas, onde tristeza e a alegria se encontram irmanadas.
Também fomos à velha cidade romana de Tiddis , onde as ruínas têm um estatuto legítimo e são excepcionalmente bem cuidadas, toda a preservação deste espaço é exemplar tornando-o num cenário invulgar e num dos pontos mais altos destas ruinosas jornadas.
As velhas pedras desta antiga metrópole, contam-nos curiosas e gloriosas histórias de uma antiga civilização, onde cada pedregulho é  motivo de orgulho desta nação.

 Aqui vive a eternidade, as pedras imortais desta cidade resistem ao tempo e aos temporais como um espírito da humanidade.Uma ruína monumental de um valor sem par, um património cultural de um amor milenar.
Um espaço idílico excepcionalmente preservado onde ainda se ouvem os fantasmas de um distante passado, as pedras impregnadas de memórias colectivas mantém estas estórias ainda bem vivas.
Quase de noite e ao chegar a outro monumento tumular, foi mais um momento que iremos recordar, o mausoléu do Rei Massinissa, para nós e sob um estrelado céu posou em toda a sua majestade, dando-nos mais um momento para a posteridade.
Foram dias preenchidos com uma carga emotiva e para o ano voltaremos para uma exposição colectiva.











Ao meu Pai, com quem tive ainda a alegria de partilhar esta aventura.


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