sexta-feira, 4 de março de 2011

Ruinosos momentos...

Hoje é dia de ruinosa poesia...
apeteceu-me divagar, sem por isso me afastar
das histórias e glórias que estas pedras têm para contar...
Aqui começam as epopeias e pensamentos,
Que em vários momentos,
nos fizeram pensar...

O Mosteiro de Nossa Senhora de Seiça,
foi a minha musa de inspiração, por aqui iniciei esta grande colecção...

 A desgraça da Quinta da Graça...
foi desgraçada por um impiedoso incêndio.
No entanto, a sua graciosa traça,
grassa graça e mantém-se engraçada,
graças a Deus...

O palácio dos Duques de Aveiro. 
Este edifício é um dos melhores exemplares de arquitectura renascentista portuguesa...
infelizmente não é surpresa o seu malfadado estado, pois foi condenado no mesmo dia, em que sua augusta senhoria teve um percalço, deu um passo em falso e subiu ao cadafalso... 
e foi desde então que Azeitão se esqueceu, e nunca mais nada aqui aconteceu...

O Palácio Almada Carvalhais,
foi um edifício nobre de grande porte... hoje é um edifício pobre e sem grande sorte...

Na linha defensiva de Lisboa, as bocas de fogo calaram-se...

Em Benfica, as duas manas, Vilas Ana e Ventura...
Desventuradas aventuras mereceram a atenção e tensão popular, foi criado um movimento de cidadãos que tudo tem feito para as salvar...

A Lisboa pombalina deveria ser uma prioridade da nação, há bizarros casos de difícil explicação, como um contador de electricidade proposto como património para a humanidade pela sua posição...

O Hotel da Serra da Pena e sua água radioactiva, perdeu a sua glória e nem mesmo a sua história conseguiu manter viva.


5 comentários:

  1. Gostava de poder dizer que este blogue era desnecessário se não vivesse neste país que sempre gostou de, pelo Carnaval que dura todo o ano, se vestir de miserável.
    No íntimo, bem lá no íntimo, é o que mostra ser.

    Rico em património, não sabe conservar.

    Rico em História, envergonha-se das suas raízes e, como as árvores que as não têm, acabará por cair de podre sem saber nunca o quanto poderia ter sido.

    Mas as pedras, ao contrário das árvores, são eternas.

    Obrigada por assinar este blogue!

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  2. Mais uma visita, mais uma viagem pelas ruínas do nosso País, graças ao seu olhar.
    Como refere, haja quem aja!
    Um bem haja para si Gastão.

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  3. Olá Gastão,
    por motivos profissionais não consegui ontem ir à inauguração da tua exposição, as minhas desculpas e espero que tenha corrido bem.
    Irei o mais breve possível ver a exposição.
    Um abraço.

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  4. Tenho partilhado no face, poucas almas estremecem

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