terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Chalet Brito - S. João do Estoril

Conheço esta casa desde sempre, quando era miúdo e passava férias e fins de semana com a minha avó materna e tinha de ir à missa todos os domingos...era fatal como o destino e não me podia esquivar...a Igreja dos Salesianos e a de Santo António no Estoril ficava ainda um pouco longe da sua casa que era em S. João, até que  foi reactivada a capela de um chalet para servir a população desta zona, era uma capela de um generoso tamanho que albergava todo o rebanho "sãojoanense". 
É precisamente ao lado desta capela, em plena estrada marginal que este velho chalet apodrece lentamente num desolado estado de abandono. Não conhecia a sua história, até que um vencedor de um Troféu Ruin'Arte me concedeu  o privilégio de desvendar os seus segredos...
Hoje vivo onde era a casa da minha infância, tenho como vizinho este fantasma agonizante da arquitectura de veraneio, um típico chalet burguês que pela sua história e arquitectura deveria ser considerado pelo menos imóvel de interesse público...além das minhas memórias e vizinhanças, e por grande coincidência, o seu construtor tem os nomes e apelidos de dois bisavós meus...há coisas engraçadas...
O Chalêt Brito, mandado construir em finais do séc. XIX pelo banqueiro e capitalista Alfredo Júlio Brito Freire.
Terá sido o primeiro châlet edificado em S. João, que ao tempo ainda se chamava apenas Cadaveira. Foi nesta casa que foram realizadas as festas da mudança de nome para S. João do Estoril em 1906(?),
Nesta casa habitou na segunda metade do século XX a conhecida figura da rádio e do teatro Carlota Alvares da Guerra, e seus filhos, uma era a Maria do Céu Guerra e o outro o jornalista João Paulo Guerra. Chamavam-lhe a "Carlota Maluca" por ser um tanto disparatada.
Fonte : J. Santos Fernandes. 
Um obrigado ao Rui Pires que merecidamente irá ser contemplado com uma ampliação.

Um comentário:

  1. Boa tarde. Sou neto da Maria Carlota Guerra (para nós era mais avó Calhó ou Bábá). Também eu conheço bem o Chalé Brito, pois vivi lá uma parte significativa da minha infância e adolescência (aqui mais fins de semana com amigos e férias em família). O estado de degradação a que o chalé Brito chegou é de cortar o coração. Espero sinceramente que venha a ser recuperado condignamente e que lhe seja dada uma boa utilização. Obrigado pelos factos históricos que eu desconhecia.

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