quinta-feira, 11 de março de 2010

O Hotel do Muxito - Cruz de Pau / Seixal

Soube da existência deste hotel à já vários anos, um conhecido meu que queria rodar um filme de terror tinha lá andado e mostrou-me algumas fotografias, estava longe de pensar ainda neste projecto como tal achei interessante mas não me despertou interesse, era apenas um hotel em ruínas...
 
Mais tarde lembrei-me de o incluir nesta colecção, pois a arquitectura de lazer é mais um dos capítulos que pretendo explorar no ponto de vista histórico. Tentei em vão localizá-lo, perdi o contacto desse pertenso cineasta e só sabia que era na margem Sul. Sobrevoei toda essa área  através do Google Earth sem obter resultados até que esbarrei com ele num outro site de ruínas...não descansei enquanto não fui lá...
Foi uma enorme aventura gráfica, é de longe a ruína mais fotogénica por onde passei, tive até que me coibir de fazer mais planos para evitar cair no “excesso de produção”, foi fácil demais encontrar planos, pormenores, perspectivas, ambientes, grafismos e tudo aquilo que possa enriquecer uma imagem...

Nunca vi também uma ruína tão frequentada, além dos habituais “ocupas”, vi também grupos de jovens que se reuniam por aqueles lados para namorar, fumar ganzas, faltar às aulas e talvez vandalizar por divertimento mais um pedaço desta defunta estrutura.
Cruzei-me também com um pelotão de jogadores de paintball e assisti a uma autêntica guerrilha urbana, evitei fotografar pessoas que embora possam criar escala e dinâmica a uma imagem, percebi que preferiam manter o anonimato.  
 Ao entrar na propriedade temos uma rua com uma série de pequenas moradias mais ou menos preservadas e algumas em utilização, sem fazer adivinhar o cenário com que me ia deparar. 
 Poucos metros adiante e no meio de uma “floresta”outra moradia de maiores dimensões e com uma traça elaborada, a avaliar pela cozinha e estrutura deve ter sido um restaurante. A fachada tem um alpendre com colunas e roda pé em pedra, apresenta-se em avançado estado de degradação, vandalizada continuamente por indevida utilização e gratuita violência. 
 O ambiente é pesado pela noção sempre presente de estar a entrar num “covil de ladrões”....nunca sei com quem me vou cruzar nestes locais, mas a hipótese de serem marginais é mais que óbvia, remotamente e com sorte cruzo-me apenas com um indigente ou outro aventureiro.

Á medida que ia avançando, ia ficando extasiado com o cenário, não só pelo lado gráfico dos edifícios, como também por todo o ambiente e luz que encontrei neste espaço. Fiquei igualmente agoniado pelo descalabro que esta ruína representa. 
 
É de ficar indignado com o sub aproveitamento de um complexo turístico desta envergadura, sobretudo quando o turismo e lazer são uma das maiores fontes de receitas do País. 
Num País onde as carências de emprego batem recordes diariamente, deveriam privilegiar projectos que desenvolvam a economia e sociedade  e que dêem boa fama.

O Hotel do Muxito foi inaugurado em 1956 e era na altura um dos máximos expoentes de luxo e de qualidade, foi sem dúvida um grande impulsionador económico e social da região. 

A sua arquitectura tinha uma traça inovadora, todo o complexo era desenhado em função da comodidade, tranquilidade e bem estar...era a mente sã  num corpo são, o urbanismo e a natureza perfeitamente fundidos num só corpo. 


Tinha 13 vivendas, um centro hípico, discoteca e a primeira piscina olímpica do País, era uma espécie de Éden da hotelaria...Mais tarde e pela morte do seu fundador, foi adquirido por uma sociedade hoteleira na altura presidida por a jugoslava Gordana Bayloni. 

Foram feitos vultuosos investimentos  para dinamizar este complexo, foi construído um hotel com 60 quartos e outras infraestruturas que jazem moribundas na propriedade, fazia parte do projecto a construção de um grande centro comercial que teria sido o primeiro do seu género em solo nacional.

As equipas de futebol quando jogavam na margem Sul, ficavam aqui instaladas pelas facilidades e conforto de toda a estrutura, no seu tempo era o único local  com suficiente categoria  para receber com qualidade uma comitiva  dessa dimensão.   
 
Pela morte da proprietária e pela falta de verbas entrou em declínio que o levou à falência em 1973. O golpe de misericórdia foi em 7 de Março 1975, quando foi selvaticamente ocupado por forças revolucionárias de extrema esquerda, A FSR e a LUAR, que eram os braços armados do PCP e do PS. 
 
Aqui se instalaram campos de treino terroristas para fazer frente às facções moderadas de direita, foi palco de tiroteios e de negócios obscuros, era um antro de vilanagem, violência e terror, que se manteve impune até ser expulso ao dia 25 de Novembro de 1975, pela ameaça de conflito  armado com o Grupo dos 9.

Foi depois utilizado como infantário até 1977 e desde então que se encontra abandonado... Pertence hoje aos herdeiros  de Gordana Bayloni que tomaram conta da Lare-i-rá, empresa detentora desta sociedade hoteleira que continua sem verbas para proceder à sua recuperação, embora estejam programadas através da rentabilização das moradias a angariação de fundos que permitam reconstruir  todo este complexo.
Há interesses municipais no Hotel do Muxito que tanto quanto apurei, não avançam por motivos de “braços de ferro” políticos da C.M do Seixal e verbas comunitárias...os imbróglios do costume...
 

Este espaço, e recordando o post do egoísmo, é uma das ruínas mais representativas dessa característica humana. A sua história conta-nos várias lições que nos podem ajudar a evoluir humanamente. 
 
 Para saber mais :  http://www.setubalnarede.pt/content/index.php?action=articlesDetailFo&rec=5355
http://213.228.151.16/2002/outubro/22/DN1.HTM

25 comentários:

  1. Phantastische Bilder, die zeigen, wie schön die Vergänglichkeit sein kann. Ich bin wirklich tief beeindruckt! Viele Grüße von Luzia.

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  2. Gostei muito do que vi e li, Gastão. Não fazia a mínima ideia da existência de tal Hotel, incrível o estado em que aquilo está.
    Já agora, vais para ali sozinho? Armado? Tripé, no mínimo! - Eu sozinho não ia!
    Parabéns!

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  3. Parabéns pelo centésimo post e mais uma vez pela «foto-arte» que nos oferece, ainda por cima com «estórias». Deu trabalho sim senhor. Mas é muito belo o resultado final.
    Por outro lado, o lado triste dos «restos arquitetónicos», quase me transportam às imagens que passam nas telas e nos mostram o que o Homem ganhou, no final de uma qualquer guerra - Ruínas.
    Gostei da sua preocupação em tempo de Paz mas ... sem meios financeiros.
    Fique bem.

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  4. Ainda ontem por lá passei,não conhecia a história , Quem passa naquela estrada não pode deixar de reparar no que ali está.Lembro-me inclusivamente de uma vez lá ter ido a um casamento numa altura em que o restaurante funcionava. A área de mata ali á volta tem sido reduzida e construiram uma pista de atletismo nas imediações.Talvez se aquele local fosse bem recuperado pudesse ser transformado num excelente centro de estágio desportivo.Bom trabalho.
    um abraço.

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  5. Encontrei o seu seu blog por acaso e estou fascinada. Andava há imenso a tentar saber o que tinha sido este grande complexo e seria muito bom que o pudessem recuperar!

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  6. Sempre que passo pela nacional... De todas as vezes... me arrepio um pouco.

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  7. Quando se fala das câmaras do Seixal e Almada, ruínas e abandono são palavras íntimas aos nomes dessas autarquias

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  8. Ruinas... memórias dum passado....
    Almada já recuperou muitas, mas o passado é imenso...

    Os Fortes Militaresda Trafaria/Almada que faziam parte da estrutura de Defesa de Lisboa escondidos no meio dos montes, cujas peças de artilharia ainda lá se encontram, toneladas e toneladas de história...
    O Presidio da Trafaria..
    o Ginjal...

    A Estância Balnear da Foz da Sertã, lindissima e perdida no meio do mato quando se vai de Cernache do Bonjardim para Ferreira do Zêzere..

    Tantas reliquias que o tempo vai apagando...

    Parabens pela ideia e pelo trabalho...

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  9. Ana Rita Fonseca19 de maio de 2010 21:53

    Vi muitas fotos dos meus pais e dos amigos na piscina do Muxito... Havia um outro complexo - hoje totalmente coberto por terra e destruído o resto que existia - na Fonte da Telha. Faz parte das minhas memórias de ir à pesca com o meu avô e era ao estilo Guerra das Estrelas. Lembro-me bem pois parecia saído doutro mundo. Mas desse nunca vislumbrei o que teria sido - e também não investiguei. Obrigada pelas fotos. E sim, é deprimente. Mas mais recente também o Ondaparque (perto da Costa da Caparica). É outra infraestrutura pateticamente destruída e abandonada.

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  10. conheço estas ruinas porque faço parte dos Bombeiros Voluntários de Amora, cujo quartel é mesmo ali ao lado. é impressionante ao estado a que as coisas chegam no nosso país! para além do atentado ao património, está em causa a segurança, pois não são raras as vezes em que pessoas se magoam no meio destas ruinas ou caem na piscina ou no poço do elevador, tendo depois que ser socorridas por nós. Parabéns pelo excelente trabalho fotográfico.

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  11. Este motel / hotel foi pensado numa lógica pré-ponte 25 de abril em que em vinha do sul li pernoitava antes de entrar em lisboa. Depois também sempre serviu para encntros fortuitos da alta sociedade economica e desportiva .... para as suas aventuras fora do casamento... era assim uma especie de Titanic. Faliu, entrou em decadencia, foi ocupado, foi comuna che guevara, foi restaurante, foi local de engate a noite, agora é mais uma amostra da diferença que nos separa dos espanhois entre muitas outras coisas... simplesmente inacreditavel. Comparavel com isto so talvez o navio Tollan afundado em frente ao terreiro do paço ou as casas em ruinas da fonte da telha. Ah e também há Troia (havia) etc etc etc este nosso pais e assim.

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  12. Mais uma ruína a que eu assisiti ao longo da minha vida na margem sul. Me lembro muito bem quando este complexo estava no auge. Hoje é o que se vê. E com a praia da Fonte da Telha tãooo pertoooo!

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  13. Há dez anos atrás tinha eu 14 anos, ia com os meus amigos visitar este local maravilhoso. A determinada altura queríamos como tantos outros fazer lá um filme de terror. Lembro-me do medo que aquilo dava, era sem dúvida fascinante ver todo aquele espaço perdido no meio do nada. Ainda agora ao ver as imagens sinto um arrepio. Tínhamos sempre medo de lá ir, e ao mesmo tempo não resistíamos a uma nova exploração em busca do nada... Parabéns pelas belas imagens, que há tanto tempo não via. Ficaria muito contente se um dia tudo aquilo fosse recuperado.
    É uma pena ver tanta degradação.

    Mary

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  14. Imagino que já não leia esta minha opinião. Passei as férias de Verão da minha infância nesta piscina. Chorei ao ver estas fotos.... ao que chegou este País !

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  15. Soube há cerca de uma semana, sobre este hotel abandonado. Procurava um local para fazer uma sessão de fotos com modelos e um amigo fotógrafo que também foi, sugeriu este local.
    Vim de lá cheia de vontade de regressar. Ficámos somente pelo edifício do hotel, não fomos à zona dos apartamentos/piscina, pois parece que é a zona que será mais frequentada por sem abrigo e não só. Voltaremos outro dia, com um grupo maior, se possível, e somente para fotografar o espaço.
    As habitações que faziam parte do complexo encontram-se neste momento emparedadas, possivelmente para impossibilitar o declínio total das mesmas, como aconteceu com o restante complexo.
    Fiquei impressionada com o sítio, a história e a degradação a que se chega em Portugal quando podia, efectivamente, ser recuperado para, tal como sugeriu, um espaço para estágios desportivos.
    Parabéns pela recolha de informação, depois de ter procurado saber a história daquele lugar, somente aqui a encontrei de forma clara e completa. Obrigada por isso.

    Rute Monteiro

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  16. "A FSR e a LUAR, que eram os braços armados do PCP e do PS." Inverdade histórica? FSR ou FSP? Este era um grupo autónomo do PS, liderado por Manuel Serra.
    A LUAR foi dirigida, entre outros por Palma Inácio, Camilo Mortágua e Emídio Guerreiro. Este ultimo viria a ser, no tempo de Sá Carneiro, secretário geral do então PPD, passando sucessivamente pelo PRD e pelo PS.
    Onde é que o PCP entra nesta história?

    Sobre o trabalho fotográfico e de denúncia do estado a que deixam chegar o nosso Património: Grande!!!

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  17. Caríssimos, falo-vos como um morador da Margem Sul, mais concretamente Amora, e como estudante de História, ao nível universitário, que se interessou desde há uns anos pela história do declínio deste, e de tantos outros complexos económicos desta zona.

    O grande problema, foi o já referenciado PCP ter chegado ao ponto de "conquistar" esta zona, o que vetou ao abandono empreendimentos grandiosos que aqui haviam, desde fábricas a hotéis como este. Se hoje forem a casa de certos e determinados membros e militantes, encontrarão com orgulho loiças, móveis e outros artefactos provenientes deste hotel, e também as famosas loiças e salvas de prata e ouro que foram barbaramente roubadas do Palácio de Cheira-Ventos, no "Verão quente" de 75. É um insulto a todos quantos vivem nesta zona passarem perto deste complexo, devido ao degredo a que este foi vetado. Enquanto jovem, como outra pessoa aqui comentou, eu também fui passear pelo Muxito, brinquei tantas vezes com os meus amigos às escondidas, e assustava-me com tudo ali dentro. O Muxito, era a nossa máxima ousadia. Os nossos pais tremiam, e nós delirávamos... Não raras vezes, saíamos de lá sob chuvas de ameaças da comunidade toxicodependente que lá se juntava na década de 90, à qual nós, jovens incautos, respondíamos com umas valentes saraivadas de pedras, que por lá abundam...

    São edifícios e locais que fazem parte da nossa história enquanto pessoas, as famosas ruínas do Muxito, que eu sempre pensei em mostrar aos meus filhos, mas sou-vos sincero. Gostava muito mais de lhes dizer " Vêm, no tempo do pai, isto eram umas ruínas, onde nós brincávamos, às escondidas dos teus avós, e que hoje são este magnífico hotel, uma vez mais..."

    Espero, um dia, poder contar esta história a eles, e não mostrar-lhes estas ruínas...


    Parabéns pelo excelente trabalho fotográfico, é digno de menção, se bem que faltam aí algumas "petite-histoire" que poderá saber ao indagar a população mais idosa cá da zona, que lhe contará esta história e tantas outras, sobre os artigos roubados, e mais concretamente, uma história que se conta sobre o cofre da dona do Muxito, que aparentemente, nunca foi encontrado. Eu sou sincero, nunca andei à procura dele, mas quem sabe um dia volte lá, mais o pessoal que comigo lá brincou, e recordaremos os sustos de crianças... Muitíssimo obrigado pelo artigo.

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  18. Gostei muito... sempre passei lá e só há pouco tempo fiquei a saber do nome. Adorei as fotos.

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    1. Já lá vão muitos anos a frequentar este espaço e ali não se corre perigo nenhum, pois ali não existem marginais nem outras personagens tiradas de filmes policiais ou de terror. É um espaço que dá dó ver no estado em que se encontra, mas por alguma razão vivemos num país de incompetentes. Hoje em dia aquele espaço é aproveitado por praticantes de paintball e airsoft tal como pelas forças especiais policiais que ali por vezes treinam. O espaço é alugado a estes grupos por pequenas quantias.

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  19. Fantástico, parabéns. Também eu estive lá num casamento, entre os finais de 80 e principios de 90 e cerca de 15 anos depois estive lá, pela noite dentro, numa festa de trance psicadélico, organizado por uma comunidade de freaks que em suas carrinhas procuravam espaços abandonados para fazer festas e ao que consta, repetiram a festa pelo menos mais uma vez naquele local, já em ruinas na época. O cenário era tipo a Detroit do Robocop mas ainda mais hardcore.

    E em jeito de crítica, desafio ou apenas partilha, gostava de lhe falar sobre a esplanada mais apetecivél junto à baía do Seixal. Outrora naquele preciso local, encontava-se uma torre com uma arcada por onde passava o comboio que seguia da corticeira mundet, para o Barreiro, para a CUF. A informação que tenho vem de uma fonte segura, mãe e avó, ambas trabalharam na mundet e ainda hoje têm dinheiro a receber da outrora maior exportadora mundial de cortiça... mas dizem-me elas, que nessa torre vivia o dono da mundet cujo empenho e dedicação seria total, era o primeiro a chegar e o último a sair, na verdade, quase nem saía. Morreu precocemente e a sua mulher e herdeira sem noção de como gerir o negócio, deixou-se enganar por todos os espertos do costume que aparecem sempre nestas alturas e foi cada um por si e o todo que se lixe. Voltando à carismática torre, foi indecente a forma como nunca sequer foi tratada e como a falta vergonha é uma instituição tão grande como a troca de favores dentro da câmara, então decidiram tapar a torre, literalmente, como se faz com os prédios em obras, uma lona com imagens do conselho, que ali ficou a perder a côr durante anos a fio, até que o povo se esquecesse do que ali estava e do que representava, e estratégicamente lá negociaram com a dona do restaurante que se encontra mesmo de frente à torre, e derrubaram a torre para ali construir o café da velha que só pensa em dinheiro e que presta um péssimo serviço. O potencial daquela torre, com uma arcada por baixo e um espaço por cima, ainda que fosse pequeno seria muito acolhedor e proporcionava uma vista para o pôr-do-sol muito previligiada, eu costumava dizer que a torre me parecia uma espécie de mini (or not so mini) Lux, a discoteca em St. Apolónia, claro está que com obras de restauro (que não seriam muito caras, não estamos a falar de um complexo turístico como no caso do Muxito, era apenas uma torre)podia-se explorar o terraço. Eu imaginava-me a fumar um cigarro numa noite de chuva, debaixo da arcada (tipo musicbox, no cais do sodré), a tomar um café no 1º andar, onde podia encontrar a história do espaço espalhada pelas paredes do espaço(tipo armazens do Chiado ou café Palmeira, junto ao metro da Baixa), acompanhada de registo fotográfico a preto e branco e ainda me consigo imaginar a ver o pôr-do-sol, espraiadinho no terraço (tipo, qualquer coisa que não existe e por isso seria único). Mas não. No concelho do Seixal a história e o património são cobertos com uma lona de pano até que nos esqueçamos do seu significado para depois podermos explorar o espaço e ajudar alguma velhinha "pobrezinha" que nos oferece a bica em troca do alambique.

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  20. Fantastico post! Os meus parabéns pelas fotos e, também, pela coragem. Esse local é de má fama. O projecto inicial do complexo incluia uma ligação ferroviaria tipo electrico até à praia da fonte da telha. Os anos foram passando e degradação nunca foi travada, perto da beira da estrada, um pouco acima do restaurante, estava por lá um velho avião caça, provavelmente usado nos treinos dos braços armados das forças de esquerda. Até esse desapareceu, misteriosamente como tudo o resto.

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  21. Espreita este, onde entrei no passado domingo: http://vespaaabrandar.blogspot.pt/2013/05/uma-aventura-no-hotel-abandonado.html

    O do Muxito faz parte de um dos que quero visitar.

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  22. Eu vivo na zona da Amora e sempre me indignou este hotel, não só pela sua localização mas também pela sua arquitectura. Familiares meus relatam que o Hotel do Muxito fora antes um hotel muito famoso mas, com a morte dos donos, foi esquecido e abandonado. Eu tenho 22 anos e, muito sinceramente, tenho medo de ir lá (até mesmo quando fazia atletismo na pista da Carla Sacramento. Tenho bastante pena que o Hotel não seja utilizado e esteja ao abandono, ainda por mais escondido pela vegetação que envolveu este. É, apenas, um dos vários exemplos de património urbano deixado ao abandono pelo nosso país, que deveria salvaguardar e preservar o nosso património, a nossa identidade.

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  23. boa noite...Não sei se vou dizer isto por hábito de lá ir.... mas o muxito tem muita coisa oculta.....é verdade...mas não passa de um local onde tudo o que tem de fugir aos olhos da sociedade ''normal'' vai..... eu aprendi a fazer grafitis lá...aparece inclusivé alguns rabiscos meus e maioritáriamente de pessoas conhecidas.... gostaria de saber de alguém que continua a procura de cada vez mais respostas ao que se sucedeu no muxito.... acredito que ainda há muito por descobrir nas 'terras' do muxito..... adoro aquele espaço, aquela mistica que se sente no ar de algo que já foi belo e que agora não passa de cacos..... se houver alguém com informações que julguem ser interessantes, comuniquem!

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  24. Célia Figueira? por acaso eu fui um dos que cai num dos poços de elevador.... no elevador secundário situado num corredor do Hotel, em 2007.... :) caso tenha sido a senhora a socorrerme, obrigado, pois graças aos bombeiros estarem ali ao lado, ( e a muitos outros fatores ) estou vivo :)

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