segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Alfama

Hoje aventurei-me por Alfama, bairro antigo com ruas muito estreitas, casas típicas e palácios, alfacinhas de gema, atmosfera fadista e popular, um sem fim de fotogenia e muitas ruínas...aproveitei bem o dia.

Assim descreveu Alfama o Conde de Sobral e cantou Fernando Maurício...

Alfama, bairro velhinho
Monumento de saudade
Sacrário de tradições;
Tens um lugar de carinho
E de sincera amizade
Nas minhas recordações

Bairro de gente do mar / Varinas e marinheiros
São o fruto que nos dás
Honrados no trabalhar / Alegres e galhofeiros
No descanso e boa paz

Quando tens uma tristeza / No coração magoado
Cantando a sabes dizer
O teu fado é uma reza / E desabafas num fado
A razão do teu sofrer

Usando por garridice
Craveiros a enfeitar / O beco mais recatado
És mais velha que a velhice
Mais marinheira que o mar / E mais fadista que o fado



Visitar Alfama é visitar a arquitectura, os sons e os odores da Lisboa antiga. Este é um dos bairros mais típicos de Lisboa. Nas suas estreitas e sinuosas ruas encontrará o tesouro escondido de Alfama e nas suas íngremes escadas poderá respirar a alma de Lisboa.



Em Alfama, ainda é possível ver vestígios das ocupações Romana e Árabe, duas das civilizações mais dominantes no passado de Lisboa. As ruas estreitas, resultado da cultura Muçulmana, guiam-se por leis individualistas em que os espaços públicos não são importantes. Estas ruas são uma marca do Corão, onde pouco valor é dado às fachadas em detrimento do interior das casas, que é muito mais valorizado.



Alfama foi em tempos lar de delinquentes, desafortunados ou ingratos e, devido à sua proximidade com o mar, foi também casa de muitos marinheiros.



Reconstruída pela população local depois do terramoto de 1755, Alfama correu o risco de ser demolida, o que felizmente não aconteceu uma vez que esta zona da cidade foi considerada um livro de história viva, onde o passado se mistura com o presente...



Durante o domínio muçulmano, poder-se-ia falar de uma Alfama do Alto, mais aristocrática, situada dentro da Cerca Moura, na parte oriental da actual freguesia da Sé, que comunicaria pela Porta de Alfama ou de São Pedro (na actual rua de São João da Praça) com uma Alfama do Mar, arrabalde popular.



Com o domínio cristão a designação Alfama foi-se alargando mais para leste, dentro dos limites da Cerca Nova ou Cerca Fernandina, passando para lá do Chafariz de Dentro.
Este bairro foi outrora o mais agradável da cidade. As origens do declínio surgiram na Idade Média, quando os residentes ricos se mudaram para o oeste, deixando o bairro para uma população de pescadores e marinheiros.



Os prédios resistiram ao terramoto de 1755. Apesar de já não existirem casas mouriscas, o bairro conserva um pouco do ambiente, do casbá com as suas ruelas, escadarias e roupa a secar nas janelas. As áreas mais arruinadas estão a ser restauradas e a vida desenvolve-se em volta das pequenas mercearias e tabernas.

textos : wikipedia e strawberryworld-lisbon.com

Um comentário:

  1. Espero que me perdoe o abuso, mas hoje depois de passar um bom par de horas a ler o seu blog vou divulgar este seu post no meu cantinho e da próxima vez que for a Lisboa vou procurar este prédio.
    Com carinho
    Abraço grande
    Sairaf

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