segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Júlio de Castilho

Júlio de Castilho era filho do escritor António Feliciano de Castilho e de sua segunda mulher D. Ana Carlota Xavier Vidal de Castilho e irmão do militar e político  Augusto de Castilho.

Foi a maior referência da olissipografia, foi ele próprio que a inventou. As suas investigações sobre a capital além de exaustivas e minuciosas foram precurssoras de uma actividade inexistente até então. O estudo da história e arqueologia de Lisboa.


Foi dramaturgo, jornalista, politico, historiador e professor do infante D. Luís Filipe, foi também sócio efectivo da Associação dos Arquitectos e Arqueólogos Portugueses e sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa do Instituto de Coimbra, do Gabinete de Português de Leitura de Pernambuco, do Instituto Vasco da Gama de Nova Goa e da Associação Literária Internacional de Paris.



 
Da sua extensa obra podemos citar :

-Estudo genealógico, biographico e litterario da familia Castilho, publicado no tomo III, da 2.ª edição das obras completas de seu pai. 
-Estudos sobre Camões, em 1863; 
-O senhor António Feliciano de Castilho e o senhor Anthero do Quental, Lisboa, 1865, 2.ª edição, 1866 (a propósito da questão do Bom senso e bom gosto); 
-Memórias dos vinte anos, fragmento, Lisboa, 1866 (a obra mereceu crítica favorável de Júlio César Machado e Jacinto Augusto de Freitas Oliveira, na Revolução de Setembro, de Novembro de 1867, e de Pinheiro Chagas, no Annuario do Archivo Pittoresco, do mesmo mês e ano; 
-Primeiros versos, Paris, 1867; 
-Antonio Ferreira, poeta quinhentista, estudos biographico litterarios, seguidos de excerptos do mesmo autor, Lisboa, 1875, 3 volumes; 
-D. Ignez de Castro, drama em 5 actos e em verso, Lisboa, 1875; seguido de notas históricas e de uma monografia acerca de Inês de Castro; 
-O ermiterio, collecção de versos, Lisboa, 1876; 
-Requerimento a sua magestade el-rei pedindo a abolição das touradas em Portugal, Lisboa, 1876 (apresentado em nome da Sociedade Protectora dos Animais); 
-Relatorio apresentado à Junta Geral do districto administrativo de Horta, pelo governador civil, visconde de Castilho, publicado em 1877; 
-Lisboa antiga (O Bairro Alto), Lisboa, 1879 (reeditado em 1903); 
-Lisboa antiga (Bairros orientaes), tomo I e II na Imprensa da Universidade de Coimbra, em 1884; tomos III e IV em 1885; tomo V, 1887; tomo VI, 1889; tomo VII, 1890; 
-Memorias de Castilho, tomo I (de 1800 a 1822); tomo II (de 1822 a 1831); 1881 (depois continuada no jornalO instituto de Coimbra); 
-Os ultimos trinta annos, por César de Cantu, tradução, Lisboa, 1880; 
-Jesu Christo, por Luiz Veuillot, tradução, Paris, 1881; 
-O archipelago dos Açôres, Lisboa, 1886; 
-Ilhas Occidentaes do Archipelago Açoriano, Lisboa, 1886; 
-Manuelinas (cancioneiro), Lisboa, 1889; 
-Apontamentos para o elogio historico do Ill.mo e Ex.mo Sr. Iqnacio de Vilhena Barbosa, lidos na sessão solemne da Real Associação dos Architectos e Archeologos portuguezes em 10 de maio de 1891, Lisboa, 1891; 
-A ribeira de Lisboa, descrição histórica da margem do Tejo desde a Madre de Deus até Santos-o-Velho, Lisboa, 1893; 
-D. António da Costa, quadro biographico litterario, Lisboa, 1895; 
-O christianismo e o operariado, conferência na Associação Protectora dos Operários em 27 de Abril de 1897, Lisboa, 1897; 
-Elogio historico do arquitecto Joaquim Possidonio Narciso da Silva, proferido em sessão solemne da Real Associação dos Architectos e Archeologos portuguezes em 28 de Março de 1897, Lisboa, 1897; 
-A mocidade de Gil Vicente, o poeta, quadros da vida portugueza nos séculos XV e XVI, Lisboa, 1897; 
-Amores de Vieira Lusitano, Lisboa, 1901; 
-Os dois Plinios (Estudos da vida romana), Lisboa, 1906.



 Os cidadãos e a autarquia agradecidos retribuíram com a ruína da sua residência...que por acaso até é PROPRIEDADE MUNICIPAL!!!


Além de ser mais um caso de vandalismo histórico, é o mais vil caso de ingratidão...não acredito que a CML não tenha verbas para recuperar uma humilde casa que está situada numa zona histórica (Paço do Lumiar) e tem como vizinho da frente o ilustre Museu do Traje. É demasiado grave para brincar aos autarcas...!!! Será que ninguém vê???

Ó Júlio, na próxima vez reencarna em Madrid, eles sabem  agradecer  melhor a Homens de grande calibre...

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