sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O Palácio das Obras Novas - Azambuja



Este é um dos locais que mais gosto no mundo, onde carrego as minhas energias, medito sobre a minha vida, vivo intensamente...a energia, beleza, magia, história, romance, o sempre presente fervilhar natural da paisagem e ambiente circundante...

Tudo isto torna este local num misto de etéreo encanto e uma amarga fantasmagoria...é o acordar para uma realidade funesta e fantástica que afinal existe...

Por detrás da paisagem está uma ruína enigmática e majestosa de um palácio neoclássico, outrora uma residência real com a nobreza inerente dos augustos proprietários, servido por uma avenida de palmeiras que nos conduz a uma viagem poética pelo tempo, o ambiente campestre e fluvial deixam adivinhar o nobre passado deste monumento devotado ao esquecimento...

Ah...que rica pousada, centro equestre, local para retiros, festas e todos os eventos ligados ao campo e ao rio, lar de velhotes, hospital para malucos, centro de interpretação ambiental, escola agricula, casa de meninas e eu sei lá que mais se poderia fazer aqui...e ser feliz....


O Palácio das Obras Novas funcionou como um posto de controlo do tráfego de embarcações, de pessoas e de mercadorias, que transitavam através da Vala Real.
Na Foz da Vala Real existe as ruínas de um edifício dos finais do século XVIII, princípio do XIX, designado por Palácio das Obras Novas. Esta designação está provavelmente associada ao facto de se tratar de um conjunto de Obras Novas, nomeadamente uma rede de canais para o enxugo dos campos de Azambuja e Santarém. Procedeu-se à construção da Vala Nova, hoje Vala Real, de Azambuja por ordem de Marquês de Pombal, iniciadas no reinado de D. José e concluídas no tempo de D. Maria.
O Palácio das Obras Novas funcionou como um posto de controlo do tráfego de embarcações, de pessoas e de mercadorias, que transitavam através da Vala Real.



Por outro lado, destacou-se ainda na importante tarefa de funcionar como entreposto e estalagem de apoio à antiga carreira de vapores que estabelecia o circuito entre Lisboa e Vila Nova de Constança.
Actualmente este edifício encontra-se em ruínas, nomeadamente no que diz respeito ao interior. Relativamente à fachada e restante parte exterior, foi graças a uma recente intervenção de restauro, que este se encontra num razoável estado de conservação.



A sua envergadura e o encanto natural da zona envolvente, com destaque para uma extensa alameda ladeada por palmeiras, ajudam a compreender os motivos que levaram várias figuras da nobreza, entres os quais, o Rei D. Carlos e o Príncipe Luís Filipe, a passarem ali alguns períodos de descanso, dedicando-se às actividades cinegéticas que a respectiva zona tinha para oferecer aos seus visitantes.

5 comentários:

  1. Conheci esse local há uns meses. É pena estar assim ao abandono. Apenas nos resta imaginar como seria no tempo dos reis.

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  2. Pois esta assim, mas vai ficar muito melhor se todos contribuirem para o reconstruir como eu e um grupio de amigas estamos a fazer!

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  3. O primeiro problema da zona envolvente é o lixo e sujidade. Penso que a autarquia poderia mandar limpar o local e fomentar as visitas. Fomos lá sem querer e ficámos apaixonados pelo sítio. É bom saber que alguém se está a preocupar com o local.

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  4. tu sabes o caminho ou qual o caminho se apanha para ir la??
    eu sei que isso e na azambuja ou ope eu sou de santarem, so queria mesmo saber o trajeito se me poderes dar indicacoes eu depois vejo no google

    mail: ba_joao@hotmail.com

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  5. Boa tarde,Conheço este palácio! é um espaço agrícola não integrado ou integrado na RAN? Ou é um espaço urbanizável? deviam reconstruí-lo e torná-lo numa unidade hoteleira.

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